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Diário Financeiro - 11.08.2017

A inflação mostra-se estável em Portugal

Inflação mostra-se estável em Portugal – 11.08.2017

Inflação mostra-se estável em Portugal – 11.08.2017

Inflação mostra-se estável em Portugal

A inflação em Portugal mostrou-se estável em Julho. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), a variação homóloga do IPC situou-se em 0.9%, taxa idêntica à registada no mês anterior. O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos energéticos e alimentares não transformados) registou uma variação homóloga de 1.0%, menos 0.1 pontos percentuais (p.p.) que no mês anterior. A variação mensal do IPC foi -0.7% (-0.4% no mês anterior e -0.7% em Julho de 2016). A variação média dos últimos doze meses fixou-se em 1.1%, taxa idêntica à registada no mês anterior. O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma variação homóloga de 1.0%, valor idêntico ao mês anterior e inferior em 0.3 p.p. à estimativa do Eurostat para a área do Euro (em Junho, a diferença entre as duas taxas foi também de 0.3 p.p.). O IHPC registou uma variação mensal de -0.6% (-0.5% no mês anterior e -0,6% em Julho de 2016) e uma variação média dos últimos doze meses de 1.2% (valor idêntico ao registado no mês anterior). Nas classes com contribuições positivas para a variação homóloga do IPC, o INE salientou a dos Restaurantes e hotéis e a dos Transportes. Já as classes com contribuições negativas mais relevantes foram a do Vestuário e calçado e a dos Acessórios, equipamento doméstico e manutenção corrente da habitação.

Nos EUA, o índice de preços no produtor (PPI) caiu 0.1% no mês passado, revertendo o ganho de 0.1% ocorrido em Junho. A queda de Julho foi a maior desde Agosto de 2016. Nos 12 meses até Julho, o PPI aumentou 1.9% após subir 2.0% em Junho. Os analistas previam que o PPI em Julho subisse mensalmente 0.1% e 2.2% em termos homólogos. Ainda assim, estes valores encontram-se próximo do objectivo de inflação da Reserva Federal norte-americana de 2.0%.

Ainda nos EUA, os pedidos iniciais de subsídio de desemprego aumentaram 3.000 para 244 mil, ajustados sazonalmente, na semana terminada a 5 de Agosto. Os dados da semana anterior foram revistos em alta em 1.000 para 241 mil. Os analistas previam que o número de pedidos se mantivesse nos 240 mil, na última semana. Pela 127ª vez consecutiva, os pedidos mantiveram-se abaixo da fasquia de referência de 300 mil, um sinal de firmeza do mercado de trabalho. Quanto à média móvel de quatro semanas, considerada a melhor medida de tendência, pois alisa a volatilidade de muito curto prazo, caiu 1.000 para 241 mil na semana passada, o menor nível desde Maio. De facto, estes dados confirmam a actual pujança do mercado de trabalho norte-americano, que continua a gerar mensalmente novos empregos, encontrando-se a taxa de desemprego no valor mais baixo dos últimos 16 anos (4.3%).