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Diário Financeiro 19.05.2017

Portugal encerrou o 1T17 com excedente na balança corrente

Portugal encerrou o 1T17 com excedente na balança corrente - 19.05.2017

Portugal encerrou o 1T17 com excedente na balança corrente - 19.05.2017

Portugal encerrou o 1T17 com excedente na balança corrente

Portugal obteve um excedente de 190 milhões de euros (ME) na balança corrente do primeiro trimestre de 2017, contra um défice no período homólogo, com melhorias no rendimento secundário e na balança de serviços, segundo dados do Banco de Portugal. Há um ano atrás a balança corrente apresentou um défice de 68 ME. Segundo o Banco de Portugal, a balança de bens e serviços apresentou um défice de 134 ME, o que compara com um excedente de 66 ME no mesmo período de 2016, influenciado pela evolução da balança de bens. Para esta evolução, contribuíram todas as componentes da balança corrente e de capital, com excepção da balança de bens e da balança de rendimento primário. O défice da balança de rendimento primário aumentou 188 ME, tendo passado de 347 para 535 ME, influenciado pela redução dos rendimentos de investimento recebidos do exterior. Já o saldo da balança de rendimento secundário aumentou 501 ME, justificado pela variação das transferências correntes recebidas e pela diminuição da contribuição financeira paga à União Europeia.

Nos EUA, os pedidos iniciais de subsídio de desemprego diminuíram em 4 mil para um valor ajustado sazonalmente de 232 mil, na semana terminada a 13 de Maio. Valores vistos somente em 1973 e que indicam uma situação de quase pleno emprego, já que a taxa de desemprego se encontra em níveis historicamente baixos. Os analistas já estavam a antecipar uma viragem no ciclo e, por isso, um aumento de 240 mil pedidos. A média móvel das últimas quatro semanas, considerada a melhor medida da evolução do mercado de trabalho, já que reduz a volatilidade, caiu 2.750 para 240.750 na semana passada, o menor nível desde Fevereiro. Já o indicador avançado, calculado pela Conference Board, registou uma variação mensal de 0.3% em Abril, ligeiramente mais baixo que os 0.4% de Março. O factor “Trump” passou de factor gerador de expectativas positivas ao nível dos agentes económicos para um factor de cariz mais negativo, dados os riscos políticos entretanto surgidos e que podem vir, de algum modo, condicionar a actuação e gestão da Administração Trump ao nível das políticas a serem aprovadas no Congresso, com o apoio republicano.