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Content ID: PR_WCS01_UCM01004322

Grupo BPI

Grupo BPI

Informação sobre a Apresentação do Relatório Anual.

Apresentação do Relatório Anual

O Banco BPI obteve no exercício de 2016 o segundo melhor resultado consolidado da sua história e o melhor dos últimos oito anos, confirmando a continuidade do bom desempenho da actividade internacional e a recuperação sustentada da actividade doméstica, já evidenciada com nitidez em 2015. Explicam esta evolução, sobretudo, a redução das imparidades e a melhoria da margem financeira, acompanhadas pelo bom desempenho comercial nos segmentos mais relevantes, a considerável redução do crédito em risco e o controlo dos custos de estrutura, factores que se reflectiram numa rentabilidade de 13.4%, um dos melhores índices a nível ibérico.

Em 31 de Dezembro de 2016 o Banco excedia largamente os mínimos exigidos quanto aos rácios de liquidez e alavancagem; no que respeita ao capital, cumpria confortavelmente os novos rácios de T1 e CET1 fixados pelo BCE para 2017 no âmbito do SREP (Processo de Revisão e Avaliação da Supervisão), mas ficava aquém do limite no rácio total, o que determinou a decisão de proceder a uma emissão de dívida subordinada no valor 300 de milhões de euros, informação oportunamente comunicada ao mercado. 

O Banco tem a expectativa de uma próxima revisão em baixa das exigências de capital impostas pelo supervisor, ultrapassadas que estão as duas questões que influenciaram negativamente a avaliação anterior: a blindagem dos estatutos e a alegada ultrapassagem do limite dos grandes riscos em Angola.

Uma solução definitiva

A criação das condições para resolver em definitivo estes dois problemas marcou claramente a gestão do BPI em 2016, em particular no que respeita à exposição excessiva do BPI ao risco soberano angolano, que o Banco Central Europeu considerou existir a partir de 1 de Janeiro de 2015, intimando o Banco a eliminá-la, sob pena de incorrer em pesadas sanções. Com esse propósito, a Assembleia Geral aprovou a 13 de Dezembro, por 83.2% dos votos, uma proposta do Conselho de Administração para a venda à Unitel de 2% do capital do Banco de Fomento Angola, reduzindo a posição do BPI de 50.1 para 48.1%, com um acordo parassocial que suprime qualquer participação do Banco na gestão executiva do BFA. Este movimento permitiu pôr termo à consolidação do BFA no BPI, a partir de Janeiro, e assim satisfazer as exigências do BCE sobre a ultrapassagem do limite de exposição a grandes riscos.

Num processo paralelo, e relacionado, cuja evolução tem sido descrita nos relatórios e contas dos três últimos exercícios, o CaixaBank, maior accionista do BPI com uma posição de 44.1%, anunciou a 18 de Abril de 2016 o lançamento de uma oferta pública geral sobre o capital do Banco, com a dupla condição de obter um mínimo de 50% e conseguir a desblindagem dos estatutos, que veio a ser aprovada pela Assembleia Geral em 21 de Setembro. Em consequência desta decisão, a OPA, antes voluntária, passou a ser, por lei, obrigatória, e foi lançada nesse mesmo dia a 1.134 euros por acção. Os resultados, publicados a 8 de Fevereiro de 2017, permitiram ao CaixaBank atingir uma participação de 84.51% no capital do Banco BPI, iniciando um capítulo novo na vida da Instituição, que passa a estar integrada no maior grupo bancário da Península Ibérica.

 

Um resultado sustentado
Uma recuperação clara
Um ajustamento contínuo
Um lucro histórico em Angola
Uma política responsável