Com o tempo, os pequenos sinais tornam-se mais frequentes: uma análise de rotina, uma consulta “só para confirmar”. É tudo natural, mas cuidar da saúde passa a fazer parte das tarefas do dia a dia.
Com estas mudanças, chegam também novos custos. Pequenos no início, mas maiores quando menos se espera. Por isso, mais do que se preocupar, vale a pena perguntar: está preparado para responder com tranquilidade aos desafios que a saúde pode trazer às suas finanças? Vamos descobrir.
Que despesas de saúde podem aumentar a partir dos 50 anos?
Algumas despesas são previsíveis, como o check-up anual ou os óculos novos. Outras chegam sem aviso, como:
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Medicamentos não comparticipados;
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Exames e diagnósticos complementares;
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Tratamentos especializados (por exemplo, fisioterapia ou terapia ocupacional);
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Próteses, ortóteses e ajudas técnicas (próteses dentárias, aparelhos auditivos, cadeiras de rodas, andarilhos, bengalas e colchões ortopédicos); Cuidados dentários;
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Cuidados de enfermagem ao domicílio;
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Internamentos não previstos;
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Apoio domiciliário;
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Vacinas e tratamentos preventivos.
Como estar melhor preparado para esta fase?
A resposta está na antecipação. Aos 50 anos, é tempo de ajustar o plano financeiro para garantir que a saúde não representa uma fonte de instabilidade. Assim, é recomendável:
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Criar um fundo específico para saúde
Pense neste fundo como um “plano B” exclusivamente para despesas médicas. A ideia é simples:
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Defina um valor mensal fixo (por exemplo, 25€ ou 50€);
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Separe-o numa conta à parte com acesso rápido (uma conta-poupança com liquidez, por exemplo);
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Reforce-o sempre que puder: subsídios de férias ou reembolsos são boas oportunidades para aumentar este fundo.
O objetivo deste fundo de emergência para a saúde é garantir que, se surgir um imprevisto de saúde, não precisa de abdicar de cuidados essenciais.
Exemplo prático:
Aos 60 anos, a Maria decidiu criar um fundo de emergência dedicado à saúde. Todos os meses, transferia 30€ para uma conta-poupança separada, com acesso fácil. Dois anos depois, já tinha mais de 700€ reservados - o suficiente para cobrir, sem esforço, uma prótese dentária não comparticipada.
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Ter um seguro ajustado à sua fase de vida
Nem todos os seguros são iguais. O que funcionava aos 30 anos pode já não ser o ideal depois dos 50. Nesta fase, é importante considerar seguros que vão além das consultas ou exames do dia a dia. Ao escolher (ou rever) o seu seguro, avalie:
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Se garante apoio em caso de doenças graves, com acesso ao capital logo após o diagnóstico;
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Se inclui cobertura em situações de invalidez permanente;
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Se permite usar o capital em vida, para responder a tratamentos ou reorganizar a rotina;
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Se o contrato é claro quanto a exclusões, idade limite e renovação.
Exemplo prático:
O Joaquim, 58 anos, optou por um seguro de vida com cobertura de doenças graves. Ao ser diagnosticado com um problema cardíaco, recebeu uma antecipação do capital seguro, que usou para tratamentos, adaptação da casa e apoio domiciliário temporário.
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Investir na prevenção com rotinas simples
Pode ser impossível evitar doenças, mas podemos reduzir a sua frequência e impacto. Alguns cuidados de saúde preventivos importantes:
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Fazer exames periódicos recomendados pelo seu médico;
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Ter uma alimentação equilibrada e adequada à sua idade;
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Apostar no descanso e em formas de reduzir o stress (caminhadas, meditação ou leitura);
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Manter-se ativo. O movimento regular é um dos melhores “seguros” naturais de saúde.
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Manter registos médicos organizados
Pode parecer um detalhe, mas ter a informação certa no momento certo faz toda a diferença, sobretudo quando se está doente, em recuperação ou a ajudar alguém próximo. Ao organizar os seus registos, numa pasta física ou digital, está simplificar tarefas, a proteger o seu futuro e a conferir tranquilidade a quem possa precisar de o ajudar.
O que deve incluir essa pasta?
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Relatórios médicos e exames: para que qualquer profissional de saúde tenha acesso ao histórico clínico atualizado;
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Faturas e comprovativos de despesas médicas: úteis para pedidos de reembolso, IRS ou análises de orçamento;
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Informação sobre seguros e apólices: com os números das apólices, contactos e condições de cobertura, acessível a si e a familiares próximos;
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Contactos de emergência e dos principais prestadores de saúde: porque numa situação urgente, cada minuto conta, e não se deve perder tempo à procura do número do médico ou da clínica.
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Complementar os apoios públicos com a proteção privada
O Serviço Nacional de Saúde continua a ser uma base importante. Mas, à medida que a idade avança, pode não ser suficiente para responder a todas as necessidades com rapidez e conforto. É aqui que a proteção privada entra como um reforço estratégico.
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Seguros de saúde (e de vida) com cobertura de doenças graves garantem acesso mais célere a tratamentos, especialistas e apoio financeiro quando mais precisa, sem listas de espera nem burocracia excessiva;
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Têm ainda benefícios fiscais: pode recuperar parte do que investe através das deduções no IRS, tanto em despesas médicas como em prémios de seguros (desde que devidamente registados e validados no e-fatura).
O mais importante: comece hoje
Planeie o seu futuro com tempo. Não é uma questão de medo, mas de liberdade: para escolher, cuidar e decidir com tranquilidade.
Com o seguro BPI Mais Vida, pode contar com proteção adaptada à sua fase de vida - incluindo apoio financeiro em caso de doença grave ou invalidez.
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