Ter um estilo de vida ativo ou fora do convencional traz muitas vantagens: liberdade, experiências e maior controlo sobre o tempo. Mas também pode implicar riscos adicionais. E quanto mais imprevisível for o seu dia a dia, mais importante é garantir que está financeiramente protegido.
Este artigo ajuda-o a perceber como o estilo de vida influencia o seu nível de exposição ao risco, quais os fatores que o aumentam e por que deve adaptar a sua proteção à sua realidade.
Que fatores aumentam a necessidade de proteção?
A sua profissão, hábitos, estilo de vida e responsabilidades moldam os riscos a que está exposto e devem influenciar o tipo de proteção que escolhe. Alguns fatores são mais evidentes, outros nem tanto:
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Trabalha por conta própria? A ausência de baixa médica paga e de subsídios pode tornar uma doença ou acidente especialmente penalizadores;
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Viaja com frequência? Mais deslocações significam mais exposição a imprevistos;
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Pratica atividades ao ar livre? Andar de bicicleta, fazer surf ou caminhadas exigentes são ótimos para o bem-estar, mas também aumentam o risco de quedas, lesões e paragens inesperadas na sua rotina profissional.
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Conduz muito? O tempo passado ao volante ou de mota aumenta naturalmente a probabilidade de sinistros.
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Tem rendimento instável? Quem não tem salário fixo precisa de reforçar a rede de segurança com um fundo de emergência robusto e seguros adaptados.
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Tem filhos pequenos, crédito à habitação ou outros compromissos? Nestes casos, a capacidade de lidar com imprevistos é mais reduzida. Uma proteção adequada garante estabilidade para si e para os seus.
Adapte a proteção à sua realidade
A proteção deve evoluir consigo. O que fazia sentido aos 25 anos, quando vivia sozinho e com poucas obrigações, pode ser insuficiente aos 40, com filhos, casa própria e um negócio por sua conta. Eis como adaptar a proteção às suas circunstâncias:
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Tem dependentes? Proteja o seu rendimento.
Se há pessoas que dependem de si (filhos, cônjuge ou pais), vale a pena considerar um seguro de vida com:
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Cobertura de morte e doenças graves: garante que, em caso de falecimento ou diagnóstico grave, há um capital disponível para manter a estabilidade da família. Pode assegurar a continuidade da educação dos filhos, o pagamento da casa ou mesmo despesas correntes. No caso de uma doença grave, esta cobertura ajuda a compensar a redução de rendimentos e o aumento das despesas com tratamentos, permitindo atravessar o momento com maior tranquilidade e focar-se totalmente na recuperação;
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Cobertura de invalidez total e permanente: especialmente útil se o seu rendimento depender da sua capacidade física ou intelectual. Esta proteção assegura uma compensação financeira se ficar impedido de trabalhar de forma duradoura.
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Rendimento variável? O fundo de emergência é indispensável.
Se é freelancer, empreendedor ou trabalhador por conta própria, é natural que tenha meses melhores do que outros. E se, de repente, tiver um problema de saúde ou um contratempo que o impeça de trabalhar?
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Um fundo de emergência com 6 a 12 meses de despesas fixas é o mínimo recomendado. Ajuda a evitar dívidas, preservar investimentos de longo prazo e manter o estilo de vida durante períodos de quebra.
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Combine esse fundo com um seguro de vida como proteção de doenças graves e invalidez, que assegure que tem rendimentos nos momentos mais frágeis.
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Viaja com frequência? Reforce a proteção.
Deslocar-se com regularidade, seja em trabalho ou lazer, pode aumentar o risco de imprevistos. Um seguro de vida com cobertura de invalidez garante que, se acontecer um acidente que o deixe incapaz de trabalhar, há um capital pronto a ser acionado. Assim, reduz o impacto financeiro de uma paragem forçada e protege quem depende de si.
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Tem património para proteger? Pense na transmissão de património.
Se já começou a acumular algum património (poupanças ou investimentos), vale a pena integrá-lo num plano de proteção e transmissão:
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Seguros de vida com beneficiários designados permitem que os seus ativos passem diretamente para quem escolheu, sem burocracia nem imposto de selo;
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Estes produtos podem substituir o testamento, sendo soluções eficazes e com maior agilidade no processo de transmissão.
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Cuida de si? Não esqueça a saúde preventiva.
A prevenção é uma forma de proteção:
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Um seguro de saúde básico (com mensalidades acessíveis) pode incluir check-ups regulares, consultas médicas e exames de rotina, ajudando a detetar problemas cedo e a tratar com rapidez.
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Se já tem histórico familiar de doenças graves, pode considerar seguros com coberturas específicas (como oncológicos ou cardiovasculares).
Quando se está (ou não) preparado: dois cenários
Cenário 1 - Sem proteção
André, 36 anos, freelancer na produção de eventos, sofre um acidente grave e fica em Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD). Com os contratos cancelados e sem seguro com cobertura IAD, o rendimento cai a zero. O seu apartamento não tem elevador nem casa de banho adaptada. Sem meios para adaptar a casa e para transporte adaptado, tem de voltar para casa dos pais, onde tem apoio diário.
Cenário 2 - Com proteção ajustada
Cláudia, 42 anos, é designer e trabalha remotamente enquanto viaja. Tem um seguro de vida com cobertura de doenças graves, um seguro de saúde com assistência internacional e um fundo de emergência. Quando enfrentou uma cirurgia inesperada em Espanha, conseguiu tratar tudo sem recorrer a empréstimos ou comprometer os seus planos.
O estilo de vida é seu, mas o plano tem de acompanhá-lo
Mais liberdade exige mais planeamento. Com o plano certo, pode continuar a viver como deseja, sabendo que está preparado para enfrentar qualquer imprevisto sem abdicar dos seus objetivos.
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