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Há quem pense que o seguro de vida serve apenas para pagar o empréstimo da casa em caso de infortúnio. Mas, na verdade, vai muito além disso. Esta solução financeira pode ser decisiva para reorganizar a vida após uma perda, um acidente ou um diagnóstico de saúde menos positivo. E, mesmo se não tiver empréstimos, a contratação do seguro de vida, caso ocorra um infortúnio, continua a ser uma âncora de estabilidade, protegendo contra o aumento das despesas, mas também fazendo face à diminuição de rendimentos que estas situações frequentemente trazem consigo.

O que liga o seguro de vida ao crédito habitação?

Sempre que contrata um crédito habitação, o banco requer a subscrição de um seguro de vida. Esta proteção serve para garantir que, em caso de falecimento ou invalidez total e permanente, a dívida é paga. É uma forma de segurança mútua: salvaguarda o banco, mas, acima de tudo, protege a sua família de ficar com um encargo elevado ou de perder a casa.

Este seguro é, por isso, uma peça fundamental do puzzle financeiro e, muitas vezes, o primeiro contacto que as pessoas têm com seguros de vida.

Mas se já pagou o crédito... ainda precisa deste seguro?

A resposta é simples: sim. Ter um seguro de vida continua a ser importante mesmo sem crédito habitação.

Imagine o impacto de uma doença grave, de um acidente ou de uma morte inesperada. Além da dor, sua e dos seus, surgem também despesas adicionais, reorganização de rotinas e, frequentemente, perda de rendimento. Um bom seguro de vida pode ser a diferença entre manter a estabilidade ou ter de fazer escolhas difíceis sob pressão.

Mesmo quem ainda tem um crédito e o respetivo seguro associado pode beneficiar de um segundo seguro de vida com cobertura diferente, por exemplo, proteção de doenças graves ou invalidez. Assim, em caso de doença ou invalidez, há liquidez para lidar com tratamentos, adaptar a casa, apoiar a família ou garantir que o rendimento não desaparece por completo.

Quando faz a diferença ter um seguro de vida

Numa situação inesperada, numa fase de instabilidade ou numa perda repentina, esta proteção ajuda a manter o equilíbrio financeiro e emocional da família.

  1. Família com casa arrendada

    O Ricardo e a Sílvia vivem com os dois filhos numa casa arrendada. Ambos contribuem para as despesas mensais. Se um dos dois falecer de forma inesperada, a renda, as contas e os encargos podem tornar-se insustentáveis para quem fica. Com um seguro de vida, o capital pago ao beneficiário permite garantir a continuidade da vida: manter a casa, assegurar os estudos das crianças e evitar mudanças drásticas num momento já difícil. É uma forma de proteger a família e o seu bem-estar.

  2. Casal com crédito habitação (com seguro associado)

    A Marta e o Jorge têm um crédito habitação e o respetivo seguro de vida associado. Mas sabem que, se surgir uma doença grave, esse seguro só paga o empréstimo. Para proteger o resto da vida familiar - despesas com a educação dos filhos, o carro ou tratamentos médicos - contrataram um segundo seguro de vida com a cobertura de doenças graves. Assim, em caso de doença, podem pagar as despesas extra que surgem, sem comprometer o bem-estar da família.

  3. Proprietário que quer deixar tudo em ordem

    A Catarina vive numa casa que comprou há 15 anos. Já não tem empréstimo, mas quer garantir que, se algo lhe acontecer, os filhos recebem tudo sem surpresas. O seguro de vida permite que, em caso de morte, exista liquidez para cobrir encargos legais, despesas inesperadas ou até pequenas obras que facilitem a venda ou usufruto da casa.

  4. Diagnóstico inesperado que muda tudo

    O Paulo, de 45 anos, foi diagnosticado com uma doença grave. Não tem crédito habitação, mas vive com a companheira numa casa partilhada. O seguro de vida com cobertura para doenças graves permitiu-lhe receber um capital que usou para adaptar a casa, cobrir parte dos tratamentos e compensar uma pausa prolongada no trabalho. O alívio financeiro fez toda a diferença.

  5. Solteira, mas precavida

    A Andreia, 38 anos, vive sozinha num apartamento arrendado. Sem filhos nem companheiro, sabe que em caso de acidente ou doença grave não quer sobrecarregar os pais ou depender de terceiros. Um seguro de vida com cobertura de doenças graves garante-lhe liberdade de escolha: tempo para recuperar, dinheiro para pagar as despesas fixas e autonomia para manter a sua rotina mesmo em momentos mais frágeis.

Benefícios reais, mesmo sem empréstimo

Um seguro de vida com cobertura de morte, invalidez e doenças graves:

  • Garante estabilidade financeira à família ou à própria pessoa;

  • Evita recorrer a poupanças pessoais ou venda forçada de bens;

  • Dá acesso a um capital imediato em vida, em caso de invalidez ou doença grave;

  • Ajuda a proteger a casa e a torná-la num bem de continuidade e segurança - seja arrendada ou própria.

Com ou sem dívidas, proteger a família continua a ser uma prioridade. Um seguro de vida é uma forma de planear com tempo, garantir tranquilidade em momentos difíceis e assegurar que, em caso de doença grave ou invalidez, tem acesso a um capital para despesas adicionais e para fazer face às consequências da diminuição de rendimentos e em caso de morte consiga continuar a deixar quem o rodeia bem.

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