A Marta e o João têm 35 e 37 anos, dois filhos pequenos e um orçamento que precisa de chegar a tudo: casa, escola, refeições, consultas, férias e, ainda, algum espaço para poupar. Durante algum tempo, tentaram seguir uma regra rígida: cortar no lazer, adiar escapadinhas ou reduzir os jantares fora.
Este plano, apesar de bem-intencionado, gerava mais frustração do que resultados. A vida familiar ficava mais cinzenta, as discussões sobre dinheiro aumentavam e a motivação para poupar desaparecia.
Foi então que decidiram mudar de estratégia e traçaram um plano mais realista, com metas tangíveis: passaram a distribuir o orçamento por categorias com significado. Ao planear conseguem assegurar uma melhor alocação do rendimento disponível, que poderá ser utlizado para poupar ou usufruir. Assim, não deixam de pensar no futuro, mas também não esquecem que o presente é também um tempo para planear.
A história é fictícia, mas a lição é real: quando a poupança ignora o bem-estar do presente, dificilmente resulta. O segredo está em criar um plano que respeite o seu estilo de vida.
Dar valor ao presente (de forma sustentável)
Viver o presente com prazer não é sinónimo de gastos impulsivos. É saber distinguir o que vale a pena, como uma massagem que ajuda a aliviar o stress, ou uma viagem curta que reforça os laços familiares.
Hoje, a Marta e o João olham para cada despesa com três perguntas simples:
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Vai melhorar a nossa qualidade de vida?
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Vai criar uma memória valiosa?
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Conseguimos pagar sem mexer nas poupanças essenciais?
Se responderem “sim” a duas ou mais, seguem em frente, sem culpas. Foi com este critério que decidiram levar os filhos ao jardim zoológico num fim de semana prolongado. Era um gasto extra, sim, mas cabia no envelope “tempo em família” e a alegria compensou o investimento.
Como dividir o orçamento com intenção
Com um rendimento familiar líquido de 2.500 €, a Marta e o João perceberam que seguir regras demasiado rígidas trazia mais frustração do que resultados. Por isso, decidiram adotar uma abordagem mais flexível, com categorias que refletem as prioridades da família.
Inspiraram-se na conhecida regra dos 50/30/20 - que sugere alocar 50% do rendimento para despesas essenciais, 30% para lazer e 20% para poupança e proteção - mas adaptaram-na à sua realidade atual. O resultado foi este:
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54% (1.350 €) para despesas essenciais: inclui renda da casa, alimentação, saúde, transportes, despesas escolares e utilidades, como eletricidade, gás e comunicações;
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30% (750 €) para bem-estar e lazer: jantares em família, atividades com os filhos, escapadinhas e outros momentos que reforçam os laços;
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16% (400 €) para poupança e proteção: seguros, fundo de emergência e planos de médio e longo prazo - como a reforma ou o futuro académico dos filhos.
Poupança com “porquês” concretos
Guardar dinheiro sem um propósito tornou-se um hábito difícil de manter. Por isso, passaram a dividir a poupança mensal de 400 € em “envelopes” com nome e objetivo:
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“Reforma”: 100 €/mês - para garantir o estilo de vida quando deixarem de trabalhar;
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“Futuro dos filhos”: 100 €/mês - para apoiar os estudos ou um projeto especial no futuro;
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“Fundo de emergência”: 50 €/mês - porque imprevistos acontecem;
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“Férias em família”: 50 €/mês - para garantir que há sempre espaço para parar e recarregar;
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“Seguro de vida”: 100 €/mês - que inclui seguros para os pais e filhos.
Ao verem estes envelopes crescerem, a motivação aumenta.
Proteção para o inesperado: agora com mais segurança
Há uns meses, o João sofreu um acidente leve a caminho do trabalho. Ficou um mês sem trabalhar, sem rendimentos. O fundo de emergência ajudou a manter o orçamento controlado, mas o episódio deixou uma pergunta no ar: “E se um dia for mais grave?”
Tinham o seguro de vida obrigatório do crédito habitação, mas perceberam que esse protege as responsabilidades relacionadas com a casa: paga o empréstimo em caso de falecimento, mas não apoia a família no resto.
Decidiram, então, reforçar a proteção da família com um seguro de vida com cobertura para doenças graves e incapacidade. Escolheram este seguro porque:
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Permite definir quem recebe o capital, sem que o capital entre no património da herança evitando, por isso, as burocracias do direito sucessório;
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Garante liquidez num momento difícil, como uma doença grave ou morte inesperada;
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Adapta-se ao orçamento familiar, com um prémio mensal ajustado;
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Ajuda a manter o estilo de vida da família, mesmo nas situações mais desafiantes.
Agora, sentem-se mais tranquilos: sabem que, aconteça o que acontecer, a família fica protegida.
Cuidar do amanhã é viver melhor hoje
A Marta e o João criaram um plano possível, com espaço para o que mais importa: saúde, tempo em família e uma estrutura financeira que resiste aos imprevistos.
Com envelopes com nome, decisões com intenção e proteção pensada à medida, estão a fazer exatamente aquilo que tantas famílias procuram: viver com mais liberdade, sem descurar o futuro.
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