A reforma pode - e deve - ser encarada como a continuação natural do estilo de vida que construiu ao longo dos anos. É uma nova etapa, com mais tempo livre para se dedicar ao que realmente importa, mas que exige preparação para que os rendimentos estejam à altura dos seus planos.
Descubra como investir para garantir o estilo de vida que sempre quis nesta fase da vida.
Por que é importante pensar na reforma como uma nova etapa?
A reforma é uma das poucas transições que sabemos que, mais tarde ou mais cedo, vai acontecer. E, ainda assim, é muitas vezes deixada para segundo plano. Em vez de ser um ponto final, deve ser vista como o início de uma nova fase, com planos, objetivos e, claro, rendimentos adequados.
Ao encarar a reforma como uma nova etapa e ao planeá-la antecipadamente ganha:
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Tempo livre para se dedicar ao que sempre adiou;
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Liberdade para escolher como quer viver os próximos anos;
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Tranquilidade para não depender exclusivamente da pensão de velhice para cumprir os seus sonhos;
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Capacidade de manter as rotinas, hábitos e experiências que lhe dão prazer.
Os benefícios de começar cedo
Quanto mais cedo começar a planear a reforma, mais fácil será construir o capital necessário com menos esforço. A razão é simples: o tempo permite tirar partido do efeito de capitalização e distribuir o esforço de investir ao longo dos anos, sem sacrificar o presente.
Além disso, começar cedo permite:
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Definir metas realistas e ajustar sempre que for preciso;
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Beneficiar de uma estratégia de investimento diversificada e a longo prazo para mitigar os riscos;
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Evitar decisões precipitadas nas últimas décadas da vida, como vender património ou trabalhar mais anos do que gostaria.
Como alinhar os seus investimentos com o estilo de vida que deseja
Se sonha com uma reforma ativa, com viagens, tempo para os netos, um projeto pessoal, voluntariado ou qualquer outro objetivo, precisa de garantir que o rendimento disponível acompanha esse ritmo.
É neste campo que os investimentos devem deixar de ser abstratos e passar a refletir objetivos concretos. Ou seja, em vez de investir em abstrato “para a reforma”, invista com o objetivo de atingir o estilo de vida que quer ter nessa fase.
Para começar, vale a pena responder a estas perguntas:
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Definir metas realistas e ajustar sempre que for preciso;
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Beneficiar de uma estratégia de investimento diversificada e a longo prazo para mitigar os riscos;
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Evitar decisões precipitadas nas últimas décadas da vida, como vender património ou trabalhar mais anos do que gostaria.
Como alinhar os seus investimentos com o estilo de vida que deseja
Se sonha com uma reforma ativa, com viagens, tempo para os netos, um projeto pessoal, voluntariado ou qualquer outro objetivo, precisa de garantir que o rendimento disponível acompanha esse ritmo.
É neste campo que os investimentos devem deixar de ser abstratos e passar a refletir objetivos concretos. Ou seja, em vez de investir em abstrato “para a reforma”, invista com o objetivo de atingir o estilo de vida que quer ter nessa fase.
Para começar, vale a pena responder a estas perguntas:
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Quanto vai precisar, por mês, para viver com conforto? Inclua as despesas fixas (habitação e alimentação) e variáveis (viagens, cultura e apoio à família). Lembre-se que, nesta fase, algumas despesas, como as de saúde, tendem a aumentar.
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Quanto espera receber da Segurança Social? Ter uma estimativa da pensão que vai receber é essencial para perceber de quanto irá necessitar de montante extra, isto é, quanto terá de colmatar com poupança própria ou montante provenientes de investimentos.
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Quais são os seus objetivos para os primeiros anos da reforma? É importante ter metas bem definidas. Nesta fase vai querer viajar? Fazer voluntariado? Remodelar a casa? Ajudar os filhos ou netos?
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Que despesas poderá eliminar e quais quer manter (ou reforçar)? Pode deixar de ter custos com transportes para o trabalho, mas pode aumentar os gastos com lazer ou saúde.
Com esta visão clara pode definir a sua estratégia de investimento.
O papel dos PPR e dos incentivos fiscais
Os Planos Poupança Reforma (PPR) continuam a ser um dos instrumentos mais eficientes para investir no longo prazo. São acessíveis, têm benefícios únicos e são adaptáveis à evolução das suas necessidades.
Por que são uma boa opção?
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Permitem investir de forma faseada. Pode começar com entregas mensais a partir de valores baixos (exemplo, 50€) e aumentar consoante a sua capacidade;
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Oferecem benefícios fiscais à entrada e à saída do seu investimento. Pode deduzir parte dos montantes aplicados à coleta de IRS (consoante a idade, o valor investido e o rendimento coletável anual) e, no momento do reembolso, beneficia de um regime fiscal mais favorável sobre os rendimentos, se o resgate for feito nas condições legalmente previstas;
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Podem ser usados como complemento de reforma. No momento da reforma, pode optar por resgatar o PPR de forma faseada, como uma “segunda pensão”, ou de uma só vez, consoante o que fizer mais sentido para si;
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São flexíveis. Ajuste as entregas ao seu ritmo. Pode suspender, reforçar ou retomar consoante a sua realidade financeira, sem penalizações;
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Pode transferir o seu PPR entre instituições. Se as condições deixarem de ser competitivas, ou se quiser adotar uma estratégia diferente, pode transferir o seu plano para outra entidade, sem perder os benefícios acumulados.
Além disso, os PPRs podem ter diferentes perfis de risco, podendo escolher o mais adequado consoante o seu horizonte temporal e tolerância ao risco.
Benefícios fiscais dos PPR à entrada e à saída
Uma das grandes vantagens dos PPR está nos incentivos fiscais, tanto quando investe como na altura em que decide resgatar.
À entrada (durante a fase de acumulação):
Pode deduzir à coleta de IRS até 20% do valor investido, com limites que variam consoante a idade:
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Até 35 anos: dedução máxima de 400€ (entregas de 2.000€);
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Dos 35 aos 50 anos: até 350€ (entregas de 1.750€);
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A partir dos 50 anos: até 300€ (entregas de 1.500€).
As deduções à coleta decorrentes do investimento em PPR estão sujeitas ao limite global destas deduções, variável em função do rendimento coletável anual.
À saída (no momento do reembolso):
Os PPR continuam a destacar-se como uma das soluções mais competitivas do mercado em termos de tributação no resgate.
Quando o levantamento é feito nas condições previstas por lei - como a idade legal de reforma, situação de doença grave ou desemprego de longa duração - aplica-se uma taxa única de 8% sobre os rendimentos, bastante inferior aos 28% habitualmente aplicados a outros produtos de investimento.
Já nos resgates fora das condições legais, o tratamento fiscal depende do tempo decorrido desde a subscrição:
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8,6% se tiver o PPR há mais de oito anos;
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17,2% entre cinco e oito anos;
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21,5% se resgatar antes dos cinco anos.
Nota: o resgate fora das condições legais (impendentemente da antiguidade das entregas resgatadas) e o resgate dentro das condições legais de entregas com menos de 5 anos de antiguidade (salvo no caso de resgate por morte) dão lugar a um acréscimo à coleta de IRS do ano do resgate sempre que as entregas resgatadas tenham sido deduzidas à coleta do IRS. O acréscimo à coleta corresponde às importâncias deduzidas à coleta, majoradas em 10 % por cada ano ou fração decorridos entre a data da entrega e a data do resgate.
Fonte: Artigo 21.º, do Estatuto dos Benefícios Fiscais
Investimentos antes e durante a reforma
Antes da reforma:
A prioridade é investir com tempo e beneficiar do efeito de capitalização. Os produtos escolhidos devem ser ajustados aos seus objetivos, equilibrando risco e retorno de acordo com o seu perfil, e permitir reforços periódicos. Os PPR são boas opções para esta finalidade.
Durante a reforma:
Os PPR continuam a ter um papel importante nesta fase: permitem converter o capital acumulado em prestações regulares, funcionando como um complemento ao rendimento mensal. Ao mesmo tempo, o valor que não é resgatado mantém-se investido, ajudando o dinheiro a crescer e a contribuir para a manutenção da qualidade de vida com que sempre sonhou durante a reforma.
Com o planeamento certo, a reforma pode tornar-se um tempo de concretização de sonhos e bem-estar. O segredo está em começar, alinhar os seus investimentos com os seus objetivos e tirar partido dos produtos financeiros certos.
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Investir acarreta riscos o que pode implicar a perda de parte ou da totalidade do capital investido, pelo que deverá consultar os documentos legais dos produtos, que se encontram disponíveis no site www.bancobpi.pt, antes de tomar qualquer decisão de investimento final.