Os Estados Unidos (EUA) e a União Europeia (UE) acordaram em suspender os litígios comerciais sobre o aço e o alumínio que mantinham em sede da Organização Mundial do Comércio (OMC).
A administração Trump, em junho de 2018, tinha introduzido direitos aduaneiros sobre 6,4 mil milhões de euros de exportações europeias de aço e alumínio e, em janeiro de 2020, outros direitos aduaneiros que afetaram exportações da UE de determinados produtos derivados de aço e alumínio. Em resposta, a UE introduziu medidas de reequilíbrio sobre as exportações dos EUA num valor de 2,8 mil milhões de euros e uma resposta semelhante seguiu-se ao segundo conjunto de direitos aduaneiros dos EUA.
O acordo agora alcançado permite suspender a aplicação destas medidas aduaneiras. Assim, os EUA anunciaram a eliminação dos direitos aduaneiros impostos pela administração Trump, ao abrigo da Section 232 of the Trade Expansion Act of 1962, sobre as exportações de aço e alumínio. Ou seja, a partir de 1 de janeiro de 2022 deixarão de aplicar até aos volumes comerciais históricos as tarifas de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio importado. Em contrapartida, a UE suspenderá as medidas de reequilíbrio impostas em relação aos EUA.
A redução das tarifas aduaneiras constitui assim a eliminação de uma barreira imposta à exportação destes produtos para o mercado americano.
Simultaneamente, os Estados Unidos e a União Europeia acordaram encetar negociações com vista a um a acordo global sobre aço e alumínio sustentáveis, com o intuito de vir a alcançar a descarbonização das indústrias destes setores, no âmbito da luta contra as alterações climáticas.