Saltar para o conteúdo
Content ID:

Grupo BPI

Grupo BPI

Informação sobre a Apresentação do Relatório Anual.

Apresentação do Relatório Anual

Mensagem do Presidente do Conselho de Administração, Fernando Ulrich

Senhores Acionistas,

Pela primeira vez desde 1981, ano da fundação da Sociedade Portuguesa de Investimentos, que a mensagem inicial deste relatório não é assinada pelo fundador do projeto, Artur Santos Silva, atual Presidente Honorário do Banco BPI. São para ele as minhas primeiras palavras. De homenagem pela visão, coragem, liderança, capacidade de empreender e realizar.

De gratidão pelo exemplo, lealdade, rigor, transparência, e pela capacidade que a todo o tempo demonstrou de mobilizar vontades, de Acionistas, Colaboradores e Clientes.

O ano de 2017 ficará como um período excecional no percurso do BPI. Em 5 de janeiro concretizou-se a venda de 2% do Banco de Fomento Angola à Unitel, passando o BPI a deter uma participação de 48.1%, tendo-se assinado um novo acordo parassocial que suprimiu qualquer participação do Banco na gestão executiva do BFA. Desta forma o BPI deu cumprimento às determinações do BCE sobre a ultrapassagem do limite de exposição a grandes riscos (divida pública angolana detida pelo BFA que até então o BPI consolidava nas suas contas).

No dia 8 de fevereiro de 2017 concluiu-se a OPA lançada pelo CaixaBank que permitiu a esta Instituição elevar a sua participação no capital do BPI de 45% para 84.51%. Desde essa data o BPI passou a fazer parte do Grupo CaixaBank, uma das principais instituições financeiras europeias e líder de mercado em Espanha nos mais relevantes negócios de banca comercial e de seguros: 30% dos espanhóis têm conta no CaixaBank e 27% consideram-no o seu banco principal.

O CaixaBank está comprometido com o BPI há mais de 22 anos, apoiou o projeto e a gestão em todos os momentos, e alguns não foram fáceis, tendo aumentado gradualmente a sua participação no capital dos 10% iniciais até aos 44.5% que possuía quando lançou a OPA. Trata-se de uma evolução natural que permitirá ao BPI prosseguir o seu caminho beneficiando de toda a força e de todas as capacidades do Grupo CaixaBank, instituição que sempre pautou a sua conduta pelos mesmos valores éticos e de responsabilidade social que nortearam o percurso do BPI desde 1981.

No dia 26 de abril a Assembleia Geral de Acionistas elegeu um novo Conselho de Administração para o triénio 2017-2019, que viria a entrar em funções no final de julho depois de obtidas as autorizações do Banco de Portugal e do Banco Central Europeu.

Entre fevereiro e julho o Banco viveu um período de transição no que respeita às mudanças no Conselho de Administração e na gestão executiva. Não tenho dúvidas em afirmar que essa transição foi executada de forma exemplar, graças à clarividência e ao empenho demonstrado por todos os que a viveram, fossem originários do CaixaBank ou do BPI. A melhor prova, são os excelentes resultados comerciais que o banco obteve em todas as frentes apesar das exigências que um processo destes implica.

Um marco importante na atividade do BPI em 2017 foi o programa de redução do número de Colaboradores, por reformas antecipadas e rescisões acordadas. Em resultado deste programa saíram do Banco 432 pessoas em 2017, a que acrescem 114 pessoas cuja saída foi acordada em 2016 ou em 2017 antes do programa. Adicionalmente, em 2018 ocorrerão ainda 83 saídas, perfazendo um total de 515 pessoas que saíram ao abrigo do referido programa.

Ao todo, desde 2008 o BPI reduziu o número de Colaboradores na atividade doméstica de 7 767 para 4 930, ou seja uma diminuição de 37% (menos 2 837 pessoas). Este caminho, induzido pelas novas tecnologias e a evolução no comportamento dos Clientes tem sido fundamental para assegurar a rentabilidade do Banco. De sublinhar, como sempre, a forma como o processo decorreu e a capacidade que o Banco demonstrou de prestar um serviço de excelente qualidade apesar da significativa redução do número de Colaboradores.

A atividade do Banco em 2017 continuou a beneficiar da recuperação da economia portuguesa iniciada na segunda metade de 2014. No período de sete anos 2008-2014 o PIB português caiu 6.9% ou seja, em média, praticamente 1.0% ao ano. No triénio 2015-2017 o PIB cresceu 6.2%, e só no ano 2017 progrediu 2.7%. É expetável que o bom momento da economia portuguesa, em linha com os outros países da União Europeia, se prolongue o que será muito positivo para a atividade bancária, cuja rentabilidade deverá continuar a melhorar apesar do nível muito baixo das taxas de juro.

Por fim desejo agradecer o esforço e dedicação de toda a grande equipa que trabalha no BPI e a confiança que em nós têm depositado os Clientes e os Acionistas.

Fernando Ulrich

Mensagem do Presidente da Comissão Executiva, Pablo Forero
Principais Indicadores
Um ajustamento contínuo
Principais acontecimentos corporativos