Apresentação do Relatório Anual

Mensagem do Presidente do Conselho de Administração

Senhores Acionistas, Clientes e Colaboradores,

Em 2018, o crescimento económico na Zona Euro desacelerou para 1.8% (2.5% em 2017). Para 2019, a Comissão Europeia estima que a economia cresça 1.3%.

A taxa de inflação situou-se em 1.6% em 2018, aquém do objetivo do banco central, e a política monetária manteve o cariz fortemente acomodatício. No atual contexto de desaceleração da economia e reduzido nível da taxa de inflação atribui-se maior probabilidade a que as taxas diretoras não sofram alterações antes do primeiro trimestre de 2020. Neste quadro as taxas Euribor mantêm-se próximo dos mínimos históricos.

Em 2018, o crescimento da economia portuguesa desacelerou para 2.1% (-0.7 p.p. face a 2017), refletindo uma procura externa menos dinâmica. Por seu turno, o consumo privado continuou robusto, suportado pela criação de emprego. O mercado de trabalho continuou a evoluir de forma positiva, tendo a taxa de desemprego caído para 7.0%, menos 1.9 pontos percentuais do que em 2017. A população empregada cresceu 2.3% em 2018, tendo a melhoria sido impulsionada pelo setor dos serviços, nomeadamente os relacionados com o setor público.

A orientação da economia portuguesa, agora mais virada para o exterior, a par da melhoria da confiança das famílias e empresas e da recente dinâmica da construção, impulsionou a recuperação do investimento que em 2018 cresceu 4.4%, destacando-se o avanço de 6.0% do investimento em equipamento e material de transporte, de 3.1% em construção e de 4.9% em I&D.

A taxa de inflação média foi de 1.0%, menos 0.4 pontos percentuais do que em 2017.

A conjuntura económica suportou também a consolidação fiscal, cujo défice deverá ficar em torno de 0.7% do PIB em 2018. Refletindo a evolução favorável das finanças públicas e a confiança dos investidores internacionais nas perspetivas económicas do país, as três principais agências de rating reviram a notação de Portugal e colocaram-no no grau de investimento.

Os últimos indicadores sugerem que a economia portuguesa deve manter um ritmo de crescimento robusto, mas inferior ao de 2018 estimando-se para 2019 um crescimento inferior a 2.0%. Foi este o enquadramento económico em que o Banco BPI desenvolveu a sua atividade em 2018, alcançando resultados muito bons quer do ponto de vista contabilístico quer em termos de desempenho comercial. Disso dará conta o Presidente da Comissão Executiva na sua mensagem, e quero desde já felicitá-lo bem como os restantes membros da Comissão Executiva e todos os Colaboradores do Banco, pelo trabalho realizado num contexto muito exigente do ponto de vista regulatório, e de supervisão, de integração no grupo CaixaBank, e de concorrência cada vez mais agressiva no sector bancário português. 

Acrescentarei de seguida alguns comentários sobre quatro pontos que marcaram a vida do BPI no exercício de 2018.

  1. Em fevereiro, o Banco BPI e o respetivo Fundo de Pensões, acordaram vender à VIOLAS SGPS, as suas quotas na VIACER, sociedade que detém 56% do capital social da SUPERBOCK GROUP. Como consequência desta operação, o grupo português VIOLAS aumentou a sua participação na VIACER de 46.5% para 71.5%, passando a controlar a maioria do capital social da SUPERBOCK GROUP, a maior empresa de cervejas portuguesa. O valor global da transmissão das referidas quotas foi de 233 milhões de euros. Conjugando os fluxos históricos com o valor de venda à VIOLAS SGPS, a taxa de rentabilidade deste investimento para o Grupo BPI foi de 14% ao ano desde 1993.

    Esta venda insere-se na estratégia do grupo CAIXABANK de se focar plenamente na atividade bancária e de seguros, e apraz-me registar que tenha sido possível manter em mãos portuguesas o controle do SUPERBOCK GROUP, por intermédio do Grupo VIOLAS, um parceiro exemplar desde a fundação da SPI em 1981.
     
  2. Em maio o CAIXABANK e a ALLIANZ acordaram propor aos órgãos sociais do Banco BPI e da ALLIANZ PORTUGAL, que a viriam a aprovar, a reorganização da aliança de seguros em Portugal relativa à distribuição de produtos de seguro não-vida durante os próximos dez anos. Quanto aos produtos de seguro de vida da ALLIANZ PORTUGAL, o Banco BPI continua a distribuí-los até ao final do corrente ano. A partir de 2020 o Banco BPI começará a distribuir seguros de vida da BPI-Vida e Pensões, mas os contratos de seguros vida subscritos por Clientes do Banco BPI com a ALLIANZ PORTUGAL continuarão em vigor nos seus termos. O Banco BPI continuará a deter uma participação de 35% na ALLIANZ PORTUGAL. 

    É com grande satisfação que assinalo a reorganização da parceira de seguros com a ALLIANZ PORTUGAL iniciada em 1995, não obstante o Grupo CAIXABANK ser um dos, senão o maior operador no mercado segurador espanhol.
  3. Também em maio, o CAIXABANK anunciou a compra ao Grupo ALLIANZ de 8.425% do capital social do BPI, passando a deter 92.935% do mesmo. Na sequência desta aquisição o CAIXABANK desencadeou os mecanismos necessários à perda da qualidade de sociedade aberta por parte do BPI e a consequente saída de cotação das suas ações e anunciou a intenção de proceder à aquisição potestativa das ações remanescentes para alcançar 100 por cento do capital do Banco.

    No dia 14 de dezembro, com a decisão da CMVM de aprovar a perda da qualidade de sociedade aberta por parte do BPI, concluiu-se o primeiro daqueles processos, tendo as ações do BPI, a partir dessa data, deixado de estar cotadas.

    No dia 27 de dezembro concluiu-se o processo de aquisição potestativa das ações de que o CAIXABANK ainda não era titular, passando a partir dessa data a deter a totalidade do capital social do BPI.
    O preço pago pelo CAIXABANK ao Grupo ALLIANZ e oferecido a todos os restantes acionistas foi de 1.45 euros por ação 27.8% superior ao preço de 1.134€ pago na OPA concluída em fevereiro de 2017 na qual o CAIXABANK elevou a sua participação de 45.5% para 84.5% do capital do BPI.

    Detido a 100 por cento pelo CAIXABANK, o maior grupo financeiro a operar em Espanha, o BPI vê reunidas todas as condições para poder aproveitar na plenitude as sinergias e as oportunidades que tal situação potencia.
     
  4. Por último, mas muitíssimo relevante, uma palavra sobre responsabilidade social. O BPI reforçou consideravelmente em 2018 o seu compromisso social, através da afirmação de uma política de responsabilidade pública que marca a identidade da instituição desde os seus primeiros anos de atividade. A partir do último exercício, a intervenção social do Banco, coordenada por uma Comissão especializada do Conselho de Administração, presidida por Artur Santos Silva, começou a fazer-se em articulação com a Fundação La Caixa que, além do desenvolvimento dos seus programas próprios em Portugal, passou a associar-se ao BPI no apoio a projetos de instituições de solidariedade social e a iniciativas de instituições culturais, como a Fundação de Serralves e a Casa da Música. Em conjunto, os apoios do Banco e da Fundação totalizaram 15.16 milhões de euros, distribuídos por três grandes sectores: social, com 43%, cultura e educação (34%) e investigação e bolsas de estudo (23%). Este valor global deverá triplicar nos próximos três anos, mas situa-se já entre os mais relevantes na atividade filantrópica em Portugal, constituindo-se definitivamente como poderoso fator diferenciador da identidade do BPI, dificilmente replicável e bem representado no lema “criar valor com valores”, que inspira o Plano Estratégico 2019-21.

Fernando Ulrich

Mensagem do Presidente da Comissão Executiva

Estimado Acionista:

É com grande prazer que lhe apresento o relatório de gestão do Banco BPI relativo a 2018, um ano em que o Banco teve os resultados mais elevados de sempre.

Neste ano de 2018, que foi de grande esforço, exigência, e sob forte pressão dos nossos concorrentes, tivemos a satisfação de manter a liderança em valores tão importantes para o Grupo como a qualidade de serviço, a reputação e a confiança dos nossos Clientes em Portugal.

Os excelentes resultados comerciais que foi possível obter em 2018, traduzidos num aumento do Produto Bancário recorrente em Portugal de 9%, assentam na forte atividade comercial em Portugal, com uma relação de cada vez maior proximidade com os Clientes: os depósitos de Clientes, que constituem o financiamento mais estável do Banco, registaram um aumento de cerca de 1800 milhões de euros (+9.3%); a carteira de crédito total subiu 5.7%, destacando-se o aumento de 16.1% no crédito a empresas em Portugal (mais 1 136 milhões de euros). Por sua vez, na contratação de novo crédito à habitação e pessoal e automóvel, o Banco alcançou subidas de 21% e 27%, excedendo o crescimento do ano anterior.

No mercado português o Banco BPI alcançou quotas de mercado de 9.9% nos depósitos, 15.2% nos seguros de capitalização, e 10.1% em crédito, com um ganho consistente na quota de crédito a empresas, empresários e negócios para 9.5% (+1.1 p.p.) e um aumento de 0.2 p.p. na quota de crédito à habitação para 11.4%. Como parte do seu dinamismo comercial, o Banco prosseguiu o seu caminho de transformação digital, sendo líder na penetração de homebanking e continuando a dotar as equipas comerciais e as redes de cada vez mais meios para proporcionarem aos Clientes um serviço de cada vez maior qualidade e maior proximidade.

Na nossa atividade em Portugal, o BPI teve um lucro líquido recorrente, portanto expurgando os ganhos extraordinários na venda de participações, de 218 milhões de euros (+28.5%). A estes resultados corresponde um ROTE (rentabilidade sobre os capitais próprios tangíveis) de 8.8%.

Depois de um ano de 2017 com uma redução de custos de 5.3%, em 2018 o crescimento de resultados é maioritariamente atribuível ao crescimento dos proveitos: o Produto Bancário recorrente subiu 9%, com um contributo decisivo da margem financeira, que aumentou 8.8%, e das comissões, que cresceram 5.6%. Apesar do crescimento da atividade, os custos recorrentes registaram uma quebra de 0.1%, enquanto o Banco se continuou a distinguir pela excelente qualidade da sua carteira de crédito.

2018 foi também um ano em que o Grupo BPI teve desenvolvimentos importantes, que terão implicações para o futuro e para a forma de encarar os desafios nos próximos anos.

A participação no BFA, provavelmente o melhor banco de Angola, merece este ano uma referência especial. Por um lado, num ambiente económico particularmente exigente, marcado por uma desvalorização muito pronunciada da moeda local (-47.5% face ao euro) e inflação média elevada (19.6%), o BFA obteve, graças à qualidade da sua equipa de gestão, os lucros mais elevados da sua história, dos quais 212 milhões de euros seriam imputáveis ao BPI. Por outro lado, o BPI procedeu a uma reclassificação contabilística desta participação de “empresa associada” para “ações ao justo valor por outro rendimento integral”, o que determinou um impacto negativo de 139 milhões de euros no seu contributo para os resultados do Grupo. O BPI considera que esta opção contabilística é mais prudente e reflete de forma adequada a sua posição atual no BFA (sem influência significativa). Após esta alteração, o resultado líquido do Banco BPI passará a refletir apenas os dividendos distribuídos ao BPI em vez de incluir os lucros apropriados.

A propósito da solidez do Banco, uma palavra ainda para os elevados níveis de capitalização: os rácios de CET 1 e rácio de capital total (fully loaded), considerando a proposta de distribuição de dividendos, aumentaram para 13.8% e 15.5%, o que corresponde em ambos os casos a um acréscimo de 1.5 p.p.

De salientar também que em 2018 as três principais agências de rating internacionais subiram as notações atribuídas à dívida de longo prazo do BPI, que são atualmente de investment grade na Moody´s, S&P e Fitch Ratings.

No âmbito do reconhecimento público, de destacar algumas das muitas distinções recebidas em 2018: o BPI foi eleito “O Melhor Banco em Portugal” nos prémios de excelência da revista Euromoney, “Marca de Confiança na Banca” e “Marca de Excelência em Portugal”, ambas pelo quinto ano consecutivo, a que acrescem, entre outras, várias distinções quanto ao seu posicionamento na área do digital.

A economia portuguesa tem prosseguido a sua retoma, mas o enquadramento mantém-se muito exigente em virtude dos níveis das taxas de juro e da pressão concorrencial.
2018 foi também o ano em que foi concluído o Plano Estratégico 2019-2021: um Plano que conjuga ambição e valores, construído em torno do lema “Criar valor com valores” e beneficiando da integração no Grupo CaixaBank. Entre os principais objetivos do Banco encontram-se o crescimento sustentado da rentabilidade, a transformação da experiência do Cliente, o desenvolvimento do capital humano, a melhoria da eficiência e a consolidação da reputação do Banco. O desafio é fomentar negócios com potencial de crescimento e rentabilidade, aproveitar a capacidade de inovação do Grupo para continuar a liderar o processo de transformação digital da banca, proporcionar uma melhor experiência ao Cliente e prosseguir o caminho de crescimento e ganho de quotas de mercado.

A missão do BPI será a de contribuir para o bem-estar financeiro dos seus Clientes e de ser uma referência na banca socialmente responsável, assente nos princípios da confiança, qualidade de serviço e compromisso social.

Por último, gostaria de manifestar o meu reconhecimento e agradecimento a quem diariamente permite que as ambições se transformem em sucessos: desde logo, os Clientes, que nos motivam a ser o banco de referência em Portugal ao honrar-nos com a sua preferência e a sua confiança, e todos os Colaboradores, pela dedicação e competência com que exercem as suas funções num contexto tão exigente.

Pablo Forero 

Principais Indicadores


  2014 2015 2016 2017 2018
Lucro líquido(163.6)236.4313.210.2490.6
Custos de estrutura ajustados em % do produto bancário comercial73%64%68%66%60%
Rentabilidade do ativo total (ROA)(0.1%)0.9%1.2%0.0%1.6%
Rentabilidade dos capitais próprios tangíveis (ROTE) 1(7.2%)10.2%12.5%0.4%16.3%
Lucro líquido por acção (euros)(0.12)0.160.220.010.34
N.º médio ponderado de acções (em milhões)1 422.31 450.41 451.01 456.21 456.8
Ativo total líquido42 62940 67338 28529 64031 568
Crédito a Clientes (bruto)26 26125 22523 40122 22323 487
Depósitos e obrigações de retalho27 39126 10819 72420 719222 052
Recursos totais de Clientes39 43039 64332 94032 62433 195
Rácio de transformação de depósitos em crédito86%88%110%99%100%
Rácio NPE 37.5%6.6%6.6%5.1%3.5% 
Cobertura de NPE por imparidades 441%48%39%43%53% 
Custo do risco de crédito 50.70%0.48%0.09%(0.02%)(0.20%)
Responsabilidades totais por serviços passados1 2781 2801 463 1 6011 639
Grau de cobertura das responsabilidades com pensões 698%109%98%98%99%
Capitais próprios atribuíveis aos acionistas do BPI2 1272 4072 4402 8243 206
Rácio Common Equity Tier 1, fully loaded8.6% 79.8%11.1%12.3%13.8%
Rácio de capital total, fully loaded8.7% 710.2%11.2%14.0%15.5%
Rácio de alavancagem (leverage ratio CRD IV / CRR), fully loaded5.2% 76.4%7.4%6.8%7.3%8
Rede de distribuição (n.º) 9835788736507495
Colaboradores do BPI (número) 108 5068 5298 1574 9314 888

Nota: a comparabilidades dos valores consolidados com as séries históricas anteriores a 31 dez. 2015 (inclusive) é muito afetada pela desconsolidação do BFA (até então consolidado por integração global).
A partir de 31 de dezembro de 2016 (inclusive) para a maior parte das rubricas do balanço e conta de resultados, os valores consolidados são idênticos ou muito semelhantes aos valores relativos à atividade em Portugal, uma vez que:

  • o BFA foi classificado como operação descontinuada em 31 dez. 2016; em 2017, na sequência da redução da participação para 48.1%, passou a ser reconhecido por equivalência patrimonial e no final de 2018 foi reclassificado para investimentos financeiros ao justo valor através de outro rendimento integral.
  • o BCI Moçambique é reconhecido por equivalência patrimonial.

1 O capital próprio médio considerado no cálculo do ROTE é abatido do saldo médio dos ativos intangíveis e goodwill de participações.
2 Proforma considerando a venda da BPI Gestão de Ativos e BPI GIF.
3 Non performing exposures (NPE) de acordo com os critérios da EBA.
4 Cobertura por imparidades para crédito e garantias acumuladas no balanço e sem considerar a cobertura por garantias associadas a esses créditos.
5 Imparidades e provisões para crédito e garantias líquidas de recuperações de crédito anteriormente abatido ao ativo / Valor médio no período da carteira de crédito produtivo.
6 O valor considerado dos fundos de pensões inclui contribuições transferidas para os fundos de pensões de Colaboradores no início do ano seguinte (47.0 M.€ em 2014, 1.3 M.€ em 2015, 75.5 M.€ em 2016, 9.0 M.€ em 2017 e 5.5 M.€ em 2018).
7 Valores proforma considerando a adesão ao regime especial aplicável aos impostos diferidos ativos (DTA, do inglês Deferred Tax Assets) e a alteração dos ponderadores de risco aplicados à exposição do BFA ao Estado Angolano e ao BNA.
8 Rácios de capital em 31 de dezembro de 2018 considerando a proposta do Conselho de Administração de distribuição de dividendos (140 milhões de euros), a qual é parte integrante do Relatório de Gestão. Os rácios de capital reportados a 31 de dezembro de 2018 – CET 1 e Tier 1 de 13.2%, rácio total de 14.9% e rácio de alavancagem de 7.0% – consideram o limite superior (payout de 50%) do intervalo previsto na política de dividendos do Banco BPI, conforme estabelecido no Regulamento Delegado (UE) n.º 241 / 2014 – artigo 2.º, números 4, 5 e 6.
9 Até dez. 16 incluía a rede de distribuição do BFA. 
10 Quadro de Colaboradores (exclui trabalho temporário) das subsidiárias consolidadas por integração global. Até dez. 16 inclui o quadro de Colaboradores do BFA.

Principais acontecimentos corporativos
2018 
Janeiro 
30 Divulgação dos resultados consolidados em 2017: Lucro líquido na atividade em Portugal sobe para 191 M.€, excluindo resultados não recorrentes; Lucro consolidado “como reportado” de 10.2 M.€, reflete impactos negativos não recorrentes de -389 M.€ (após impostos). O BPI torna público que prevê atingir em 2020 um cost-to-income próximo de 50% e uma rentabilidade recorrente dos capitais próprios tangíveis (ROTE recorrente) na atividade doméstica superior a 10%.
   
Fevereiro 
14 Comunicação institucional do Lançamento da Fundação “la Caixa” em Portugal.
15 O Banco BPI comunicou ao mercado que o Banco BPI e o Fundo de Pensões do Banco BPI assinaram acordos para alienação à Violas SGPS das suas quotas na sociedade Viacer – SGPS, sociedade que detém 56% do capital social da Super Bock Group, SGPS.
   
Março 
1 O BPI foi reconhecido, pelo 5.º ano consecutivo, como a marca bancária de maior confiança em Portugal, de acordo com o estudo Marcas de Confiança que as Selecções do Reader’s Digest organizam há 18 anos em 15 países. 53% dos inquiridos considera que o BPI é o Banco de Confiança.
   
Abril 
10 Lançamento da Campanha Conta Valor com Sara Sampaio que marcou o regresso do BPI ao meios publicitários de grande visibilidade.
20 Acionistas aprovam, na Assembleia Geral Anual, o Relatório e Contas, a proposta de aplicação de resultados de 2017 e as restantes propostas submetidas à deliberação dos Acionistas.
20 Divulgação dos resultados consolidados do 1.º trimestre de 2018: lucro consolidado ascende a 210 M.€ no 1.º trimestre de 2018, tendo a atividade em Portugal contribuído com 118 M.€. O lucro líquido recorrente na atividade em Portugal aumenta 24%, em termos homólogos, para 58 M.€.
20 Banco BPI informa sobre execução da alienação da totalidade do capital social da BPI Gestão de Activos e da BPI GIF ao CaixaBank Asset Management SGIIC, S.A.U., na sequência de acordo celebrado a 23 de novembro de 2017 prevendo aquela transmissão.
   
Maio 
6 e 7 O Banco BPI informa sobre comunicação recebida do CaixaBank a 6 de maio: o CaixaBank acordou adquirir a participação de 8.425% do capital social do Banco BPI detida pelo grupo Allianz, pelo que a sua participação ascenderá a 92.935% (a transação foi concretizada a 7 de maio). O CaixaBank irá requerer a convocação de uma Assembleia Geral para aprovar a perda de qualidade de sociedade aberta do Banco BPI, e após concluído o processo de perda de qualidade de sociedade aberta e consequente exclusão da ação BPI de negociação em mercado de bolsa, o CaixaBank pretende proceder à aquisição potestativa das restantes ações.
   
Junho 
12 A Banca de Investimento do BPI – Análise e Vendas de Ações – destacou-se uma vez mais nos rankings de brokers a nível Ibérico dos Extel Awards 2018: 4 Equity Research e #5 Leading Brokerage Firm.
29 Os Acionistas, reunidos em Assembleia Geral, aprovam a perda de qualidade de sociedade aberta do Banco BPI, a redução do número de membros do Conselho de Administração no mandato 2017-2019 de vinte para dezoito e a nova política de dividendos proposta pelo Conselho de Administração.
   
Julho 
12 O BPI recebeu, em Londres, o prémio “Melhor Banco em Portugal”, atribuído pela revista Euromoney, no âmbito dos Euromoney Awards for Excellence 2018.
17 Anunciado o patrocínio à Federação Portuguesa de Futebol. O BPI tornou-se Patrocinador Oficial das Seleções A (masculinas e femininas) e da Seleção Sub21 até 2022 e ainda Patrocinador Principal da 1.ª liga de Futebol Feminino que passou a designar-se “Liga BPI”.
19 O BPI apresentou o seu novo projeto de mobilidade – O Balcão Móvel BPI. Este inovador Balcão permite a prestação de serviços bancários completos com o objetivo de reforçar a proximidade com os Clientes e garantir a presença em localidades onde não existem Balcões BPI.
24 Divulgação dos resultados consolidados do 1.º semestre de 2018: lucro consolidado ascende a 366.1 M.€ no 1.º semestre de 2018, tendo a atividade em Portugal contribuído com 222.5 M.€. Lucro líquido recorrente na atividade em Portugal aumenta 32%, em termos homólogos, para 104.2 M.€.
   
Setembro 
12 O BPI foi distinguido pela Superbrands como “Marca de Excelência”. O Banco recebe o galardão pelo 5.º ano consecutivo, como reconhecimento da estratégia de crescimento da marca BPI, qualidade de serviço e compromisso social do Banco.
   
Outubro 
11 A agência de rating Fitch Ratings melhorou o rating da dívida de longo prazo do Banco de BBB- para BBB, o que significa uma subida de 1 nível na escala de grau de investimento (investment grade). O outlook para a notação de rating é estável.
16 A agência de rating Moody’s subiu em 2 níveis a notação de rating da dívida de longo prazo do Banco, de Ba1 para Baa2, pelo que o Banco BPI passou a deter classificação de grau de investimento (“investment grade”) por parte das três agências internacionais: Moody’s, Fitch e S&P Global Ratings. A Moody’s subiu também em 2 níveis a notação de rating dos depósitos de longo prazo de Baa3 para Baa1. O “Outlook” dos ratings dos depósitos e da dívida de longo prazo é “Estável”.
23 Divulgação dos resultados consolidados do 3.º trimestre de 2018: lucro consolidado ascende a 529.1 M.€ no período de jan. a set. de 2018. A atividade em Portugal gera um lucro de 324.4 M.€. O lucro líquido recorrente na atividade em Portugal aumenta 20%, em termos homólogos, para 164.2 M.€.
   
Novembro 
27 O Banco BPI comunica ao mercado o Plano Estratégico para o período 2019-2021 que, sob o lema “Criar valor com valores”, estabelece cinco prioridades estratégicas: aumentar a rentabilidade, melhorar a experiência do Cliente, desenvolver o capital humano, incrementar a eficiência operacional e consolidar a reputação do Banco. Com a execução do Plano Estratégico, o BPI espera alcançar um rácio de eficiência (cost-to-income) próximo de 50% e um ROTE sustentável em Portugal de cerca de 11% em 2021.
   
Dezembro 
5 A Banca de Investimento do BPI destacou-se no StarMine Analyst Awards from Refinitiv: #1 Best Iberian Broker.
14 Perda de qualidade de sociedade aberta do Banco BPI, na sequência da publicação nessa data da decisão favorável da CMVM, com a consequente exclusão das ações Banco BPI da negociação no mercado regulamentado Euronext Lisbon em 14 de dezembro de 2018.
27 O CaixaBank exerceu o seu direito potestativo de aquisição das restantes ações, passando assim a deter a totalidade do capital social do Banco BPI.
   
2019 
Janeiro 
10 O BPI foi distinguido pelo Prémio Cinco Estrelas 2019, na categoria Banca Digital, com um nível de satisfação global de 76.3% nos inquéritos realizados a 1.595 consumidores que revelaram elevados índices de satisfação e confiança nos serviços digitais do Banco.
   
Fevereiro 
1 Divulgação dos resultados consolidados de 2018: lucro consolidado ascende a 490.6 M.€ em 2018. A atividade em Portugal contribuiu com 396.3 milhões de euros (81% do total) para o resultado consolidado. O lucro na atividade bancária em Portugal, excluindo não recorrentes, ascende a 218.3 M.€ o que corresponde a uma melhoria de 28.5% em relação ao ano anterior.