Saltar para o conteúdo
Content ID: PR_WCS01_UCM01171271

Fusão entre CaixaBank e Bankia

CaixaBank culmina os trâmites legais da fusão com o Bankia para converter-se no banco líder em Espanha.

Fusão entre Caixabank e Bankia | Banco BPI

Fusão entre Caixabank e Bankia | Banco BPI

CaixaBank culmina os trâmites legais da fusão com o Bankia para converter-se no banco líder em Espanha.

  • A operação, que foi aprovada por ampla maioria pelas Assembleias Gerais Extraordinárias de Acionistas do CaixaBank e do Bankia no início de dezembro de 2020, obteve todas as autorizações pertinentes e foi registada hoje no Registro Mercantil em Espanha.
  • O CaixaBank terá cerca de 20 milhões de clientes e 623.800 milhões de euros em ativos totais, e vai converter-se no banco de referência em Espanha, com uma quota de créditos e depósitos de 26% e 24%, respetivamente, e uma presença geográfica diversificada e equilibrada.
  • As ações do Bankia deixarão de estar cotadas a 26 de março no fecho do mercado e as novas ações do CaixaBank emitidas como consequência da fusão começarão a cotar no próximo dia 29 de março.
  • José Ignacio Goirigolzarri será presidente da entidade logo que seja designado pelo novo Conselho de Administração do CaixaBank, que prevê reunir-se nos próximos dias.
  • José Ignacio Goirigolzarri: "A fusão entre o CaixaBank e o Bankia constitui um marco na história do sistema financeiro espanhol. Enfrentamos este desafio a partir de uma posição de fortaleza que nos permite ser parte ativa na solução da atual crise, assim como converter-nos num protagonista muito relevante para a recuperação socioeconómica do nosso país".
  • O atual administrador-delegado (CEO), Gonzalo Gortázar, mantém-se como como o primeiro executivo do CaixaBank e presidirá ao Comité de Direção.
  • Gonzalo Gortázar: "Uma operação transformacional como esta é necessária para a adaptação a um novo ambiente onde as condições mudaram como consequência da disrupção tecnológica e do contexto económico. Antecipamo-nos para continuar a ser um fator chave de apoio a famílias e empresas".


O CaixaBank culminou hoje os trâmites legais da fusão com o Bankia, após o registo da escritura de fusão no Registro Mercantil em Espanha. A operação, que representa a criação da entidade líder do sector financeiro em Espanha, foi aprovada por ampla maioria pelas Assembleias Gerais Extraordinárias de Acionistas do CaixaBank e do Bankia em dezembro passado e obteve todas as autorizações pertinentes.

A operação cumpre assim com o calendário estabelecido em setembro passado para materializar a fusão legal no primeiro trimestre de 2021 e mantém o objetivo de executar a integração operacional entre as duas entidades antes do final de 2021.

CaixaBank, entidade chave para apoiar a economia

O presidente do CaixaBank, José Ignacio Goirigolzarri -pendente da sua designação pelo Conselho de Administração nos próximos dias-, e o administrador-delegado (CEO), Gonzalo Gortázar, assinalaram que o objetivo da entidade é continuar a ser um fator chave de apoio a famílias e empresas, e converter-se num protagonista muito relevante para a recuperação socioeconómica de Espanha.

Para Goirigolzarri, "a fusão entre o CaixaBank e o Bankia constitui um marco na história do sistema financeiro espanhol; um projeto que começamos com uma tremenda ilusão, mas estando muito conscientes de que os desafios que temos por diante não são menores". Neste sentido, Goirigolzarri acrescentou que "enfrentamos este desafio a partir de uma posição de fortaleza que nos permite ser parte ativa na solução da atual crise e, sobretudo, ser a entidade que está mais próxima dos nossos clientes e da sociedade".

Por seu lado, Gortázar sublinhou que "a integração do CaixaBank e do Bankia converte-nos no líder destacado do sector financeiro em Espanha. Uma liderança que vamos continuar a colocar ao serviço dos nossos clientes e de toda a sociedade, em linha com a nossa origem fundacional e a nossa vocação social". Na opinião de Gortázar, "uma operação transformacional como esta é necessária para a adaptação a um novo ambiente onde as condições mudaram como consequência da disrupção tecnológica e do contexto económico".

Criação do líder destacado do sector financeiro espanhol

O CaixaBank terá cerca de 20 milhões de clientes em Espanha e 623.800 milhões de euros em ativos totais, um volume que o converterá no banco de maior dimensão do mercado doméstico espanhol, com uma posição relevante a nível europeu, e uma capitalização bolsista superior a 20.500 milhões de euros.

Além disso, o CaixaBank reforçará a sua liderança na banca retail em Espanha, com a primeira posição por quota de mercado em todos os produtos chave: depósitos (24%), créditos (26%) e poupança a longo prazo (29%), que inclui os seguros de poupança, os fundos de investimento e os planos de pensões.

A entidade alcança uma presença geográfica equilibrada e diversificada, com a rede de balcões mais extensa e especializada do sector, e pretende manter a proximidade ao território e a inclusão financeira que o CaixaBank e o Bankia sempre demonstraram. A entidade combinada terá presença em cerca de 2.200 municípios, e em 299 será a única entidade com representação.

A capilaridade da rede junto com as capacidades digitais –com 10 milhões de clientes digitais em Espanha– permitirão continuar a melhorar a experiência do cliente.
 

As novas ações do CaixaBank começam a cotar no próximo dia 29 de março

Os Conselhos de Administração de ambos os bancos aprovaram a 17 de setembro de 2020 os termos de troca de 0,6845 ações ordinárias novas do CaixaBank por cada ação do Bankia. O preço acordado inclui um prémio de 20% sobre o preço de fecho das ações a 3 de setembro, antes da comunicação ao mercado da existência de negociações sobre a operação. Além disso, representa um prémio de 28% sobre a média do preço das ações nos três meses anteriores ao anúncio.

Se considerarmos o número total de ações em circulação do Bankia que poderiam participar na troca, o número máximo de ações do CaixaBank a emitir para dar resposta à troca da fusão ascende a um volume de 2.079.209.002 ações ordinárias do CaixaBank de um euro de valor nominal cada uma delas.

As ações do Bankia deixarão de estar cotadas a 26 de março no fecho do mercado e as novas ações do CaixaBank emitidas como consequência da fusão começam a cotar no próximo dia 29 de março. As ações entregues darão aos seus titulares os mesmos direitos que correspondem ao resto dos acionistas do CaixaBank.

Os clientes não deverão realizar nenhuma gestão

Pese a integração formal, culminada hoje, a operação dos clientes não sofrerá alterações, praticamente, até à migração da plataforma operacional de cada entidade, num processo que está previsto executar-se antes do final do ano.

As contas correntes e as cadernetas de poupança mudarão de numeração. Esta mudança, no entanto, não afetará os débitos diretos domiciliados nem as transferências nem os abonos recebidos. Como tal, não será necessário que o cliente realize nenhuma gestão. Os créditos e hipotecas contratados manterão igualmente as condições acordadas.

No que se refere aos cartões do Bankia, poderão ser usados até que o utilizador realize a ativação dos cartões do CaixaBank que receberá no seu domicílio, após a integração dos sistemas informáticos.

Além disso, a partir de hoje mesmo, todos os clientes do CaixaBank e Bankia poderão efetuar levantamentos a débito com os seus cartões, sem qualquer comissão, nos 14.000 caixas automáticos (ATM) da rede conjunta em Espanha que terão ambas as entidades após a fusão.

Processo progressivo de transição da marca Bankia

A entidade resultante manterá a marca CaixaBank, pelo que, uma vez completada a fusão legal, se procederá à substituição da marca Bankia nos balcões e noutros edifícios individuais.

O processo de transição de marca será progressivo, mas será executado desde os primeiros dias da integração, com um processo de substituição de sinalética nos edifícios emblemáticos que se prevê que esteja concluído durante a próxima semana. A nível de balcões, a mudança de sinalética será iniciada também em paralelo e prolongar-se-á durante várias semanas.

Os canais eletrónicos (web, móvel e ATM) serão personalizados para incorporar a imagem do CaixaBank e a do Bankia até à integração tecnológica definitiva.

Novo Conselho de Administração e novo Comité de Direção

O Conselho de Administração será formado por 15 membros, dos quais cerca de 60% serão independentes. A representação de mulheres alcança os 40%.

A Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas do CaixaBank aprovou no passado dia 3 de dezembro a nomeação dos novos administradores após a integração –José Ignacio Goirigolzarri Tellaeche, Joaquín Ayuso García, Francisco Javier Campo García, Eva Castillo Sanz, Teresa Santero Quintillá e Fernando Ulrich– que se juntam aos atuais administradores do CaixaBank: Gonzalo Gortázar Rotaeche (administrador-delegado), Tomás Muniesa Arantegui (vice-presidente), José Serna Masiá, María Verónica Fisas Vergés, Cristina Garmendia Mendizábal, María Amparo Moraleda Martínez, Eduardo Javier Sanchiz Irazu, John Shepard Reed e Koro Usarraga Unsain.

Tal como se indicou no projeto de fusão, a entidade combinada resultante da fusão será presidida por José Ignacio Goirigolzarri, atual presidente do Bankia, logo que seja designado pelo novo Conselho de Administração do CaixaBank, que prevê reunir-se nos próximos dias.

O atual administrador-delegado (CEO), Gonzalo Gortázar, será o primeiro executivo do CaixaBank, com reporte direto ao Conselho de Administração, e presidindo ao Comité de Direção.

Além disso, na sua reunião do passado dia 18 de fevereiro, o Conselho de Administração do CaixaBank propôs uma nova composição do Comité de Direção. Esta proposta terá de ser aprovada pelo Conselho de Administração na sua primeira reunião após a materialização da fusão.

O novo Comité de Direção do CaixaBank será presidido por Gonzalo Gortázar, como administrador-delegado da entidade, e composto por Juan Alcaraz (diretor geral de Negócio); Xavier Coll (diretor geral de Recursos Humanos), que deixará o cargo a 1 de janeiro de 2022, data em que se incorporará David López nessa posição; Jordi Mondéjar (diretor geral de Riscos); Iñaki Badiola (diretor de CIB & International Banking); Luis Javier Blas (diretor de Meios); Matthias Bulach (diretor de Contabilidade, Controlo de Gestão e Capital); Manuel Galarza (diretor de Compliance e Controlo); Mª Luisa Martínez (diretora de Comunicação e Relações Institucionais); Javier Pano (diretor Financeiro); Marisa Retamosa (diretora de Auditoria Interna); Eugenio Solla (diretor de Sustentabilidade); Javier Valle (diretor de Seguros); e Óscar Calderón (secretário geral e do Conselho).

Por outro lado, o Comité de Direção também propôs uma nova estrutura de Direções Territoriais que, por sua vez, se elevará também ao Comité de Direção resultante da fusão com o Bankia. Com esta nova reorganização territorial, o CaixaBank vai dispor de uma estrutura de 14 Direções Territoriais.