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Serralves - Entrevista

Miguel Rangel, Diretor de Comunicação da Fundação Serralves.

Serralves - Entrevista | Banco BPI

Serralves - Entrevista | Banco BPI

Miguel Rangel, Diretor de Comunicação da Fundação Serralves.

Estimular o interesse e o conhecimento de públicos de diferentes origens e idades pela arte contemporânea, pela arquitetura, pela paisagem e por temas críticos para a sociedade e o seu futuro, fazendo-o de forma integrada com base num conjunto patrimonial de exceção, é a missão da Fundação de Serralves. A celebrar 30 anos de existência, a instituição prepara-se para receber, uma vez mais, o maior acontecimento de cultura contemporânea em Portugal, dirigido a toda a família: o Serralves em Festa.

Miguel Rangel, Diretor de Comunicação de Serralves, conversou connosco, sobre as ambições e inovações, as perspetivas e as motivações, de uma instituição que desempenha um papel basilar na divulgação da arte e cultura em Portugal.
 

"Se não houvesse esta relação, neste caso entre o BPI e a Fundação de Serralves, a história de Serralves teria sido diferente."

Que papel desempenham as instituições privadas, nomeadamente a Banca, no acesso à cultura?

Miguel Rangel: O papel filantrópico é fundamental para a forma como as instituições culturais não públicas são estruturadas em Portugal. Se não houvesse esta relação, neste caso entre o BPI e a Fundação de Serralves, a história de Serralves teria sido diferente. O BPI é fundador de Serralves e mecenas do Museu de Arte Contemporânea desde a sua criação há 20 anos. Esta ligação e presença é essencial para nos afirmarmos, cada vez mais, como polo de referência e centro de conhecimento, em Portugal e no mundo, nos domínios da arte contemporânea, arquitetura, paisagem e temas críticos para a sociedade e o futuro, promovendo a diversidade da oferta cultural através de uma intervenção inovadora que, de forma sustentada, atrai públicos diferentes e induz o apoio da comunidade.

Exemplo desta visão é a organização, pelo 16º ano consecutivo, também com o apoio do BPI, do maior acontecimento de cultura contemporânea em Portugal - o Serralves em Festa. Centenas de atividades a decorrer em simultâneo nos vários espaços da Fundação, em 50 horas consecutivas dirigidas a toda a família, com entrada gratuita. Em 2018, o número de visitantes do Serralves em Festa atingiu 249 mil. Este ano, a festa será especial pelo tema escolhido - Celebrar Serralves - com o objetivo de assinalar o percurso que a Fundação tem tido desde 1989, bem como de lançar metas ambiciosas para melhor perspetivar e cumprir o compromisso de serviço público que incorporam a sua missão.


Serralves em Festa 2019 é imperdível porque…

Miguel Rangel: …todos os anos é uma experiência renovada, inovadora e única; vale sempre a pena (re)descobrir o Serralves em Festa.


Qual é a melhor forma de comunicar cultura, ou como atrai Serralves milhares de visitantes anualmente (948 mil em 2018)?

Miguel Rangel: Existem dois grandes motivos, em termos de conteúdos, para a Fundação de Serralves atrair cerca de um milhão de visitantes por ano.

Em primeiro lugar, a programação, através das várias exposições que apresentamos ao longo do ano, em que o visitante captado - e mais frequente - é o nacional. Para além dos artistas de referência nacional, temos também a constante preocupação em oferecer exposições de artistas com escala global, como o fizemos recentemente com Anish Kapoor ou, há uns anos, com Andy Warhol.  I´m your mirror – Joana Vasconcelos está a ser um grande momento de uma artista portuguesa com escala global e que Serralves, com o apoio do BPI, torna acessível a todos os que queiram conhecer melhor a sua obra. O enquadramento da exposição no Museu e no Parque de Serralves tornam a experiência de visita inesquecível.

O segundo grande motivo que torna uma ida a Serralves tão especial são os espaços - a Casa, o Museu, o Parque - ou os monumentos. O edifício do Museu ter sido concebido pelo arquiteto português mais premiado de sempre, Álvaro Siza Vieira, o facto de o parque ter uma biodiversidade marcante e de a Casa ser um exemplar único de arquitetura art déco na região, e de alguma forma na Europa e no país, acabam por motivar as pessoas a conhecerem. Os turistas internacionais procuram estes postais. São atraídos pela casa cor-de-rosa, pela pá que está no meio do parque na zona com o chão alaranjado.


O balanço destes 30 anos de Serralves é…

Miguel Rangel: … de uma grande responsabilidade e orgulho ao mesmo tempo; orgulho pela forma como se criou e fez crescer uma instituição que hoje é uma referência nacional e internacional na cultura contemporânea; responsabilidade por ter que elevar sempre a exigência, aumentar a qualidade e ultrapassar as expectativas de quem visita e apoia Serralves.
 

A inovação é uma das bandeiras de Serralves. Existe alguma iniciativa especialmente inovadora prevista para este ano?

Miguel Rangel: Dou-lhe o exemplo de um equipamento impactante que está a ser construído, em colaboração com o Fundo Ambiental do Estado Português. O TreeTop Walkway será um passadiço de madeira que permitirá passear ao nível da copa das árvores e das aves, a admirar toda a paisagem circundante. Quando menos esperarem, os visitantes estarão a caminhar a 15 metros de altura e a usufruir de uma experiência marcante de observação da biodiversidade do Parque de Serralves. Este novo formato, à semelhança de tree walks existentes em alguns dos mais relevantes parques e jardins do mundo, promove a valorização do património natural de Serralves, a sensibilização ambiental e o respeito pela conservação da natureza.