- O Programa Humaniza â Apoio Integral a Pessoas com Doenças Avançadas da Fundação "la Caixa" em Portugal vai apoiar quatro projetos de associações com reconhecida intervenção no âmbito de doenças avançadas.
- A Fundação "la Caixa", com sede em Espanha e uma das mais relevantes a nível internacional, iniciou em 2018 a sua implantação em Portugal, consequência da entrada do BPI no Grupo CaixaBank.
A Fundação "la Caixa", através do Programa Humaniza â Apoio Integral a Pessoas com Doenças Avançadas, vai apoiar quatro projetos na sequência do concurso que lançou em outubro de 2018.
A Fundação "la Caixa" pretende reforçar o impacto de associações já existentes em Portugal com intervenção relevante junto de pessoas com doenças avançadas e respetivas famílias, apoiando a implementação de projetos inovadores de sensibilização pública e/ou promoção de apoio durante a doença e/ou luto, no âmbito psicossocial e espiritual.
O apoio aos projetos terá a duração de um ano, com possibilidade de renovação por um período máximo de três anos, dependente do cumprimento dos objetivos e dos resultados estabelecidos para o projeto, que serão avaliados anualmente. O apoio financeiro conferido pela Fundação "la Caixa" a cada entidade selecionada corresponderá a um montante máximo de 50.000 ⬠por ano, a determinar de acordo com a dimensão do projeto.
O Programa Humaniza pretende complementar as políticas públicas em cuidados paliativos, reforçando sobretudo o apoio psicossocial e espiritual a pessoas com doenças avançadas e seus familiares, através da atuação de profissionais com a formação e experiência necessárias para prestar os melhores cuidados. As associações de doentes, familiares e amigos, profissionais e voluntários são também participantes ativos nesta missão, assumindo os movimentos associativos, muitas vezes, a representação pública das pessoas doentes e dos que delas cuidam.
Projetos vencedores
Nome do projeto: "Comunidades Compassivas: Laços que Cuidam"
Este projeto tem como objetivo principal criar duas comunidades compassivas, no âmbito da Campanha Internacional para as Cidades Compassivas, ao apoiar pessoas com doença crónica, progressiva e incurável, em particular as que estejam a ser seguidas por equipas comunitárias de cuidados paliativos. O projeto visa desenvolver ações de sensibilização social, difundindo a necessidade de prestar cuidados e acompanhar as pessoas com doença avançada e/ou incurável; proporcionar ferramentas que ajudem a saber cuidar e acompanhar os doentes e famílias através da realização de ações de sensibilização e de formação; implementar redes comunitárias entre cidadãos e organizações da sociedade civil, bem como promover a inclusão e coesão social.
Promotor: Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos
Área geográfica: dois distritos a selecionar em Portugal Continental
Nome do projeto: "(des)cobrir a ELA: estar perto de quem está longe"
O projeto pretende desenvolver um conjunto de ações para chegar perto de quem está longe, através do mapeamento dos doentes com esclerose lateral amiotrófica (ELA) e das suas famílias que residem no interior do país, onde se considera que as respostas de apoio são escassas. O projeto irá identificar estruturas de saúde e apoio social regionais que possam acompanhar doentes com ELA, sobretudo em fase avançada da doença, e as suas famílias, reforçar o banco de ajudas técnicas a disponibilizar a doentes e realizar ações de sensibilização e informação.
Promotor: Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica
Área geográfica: Portalegre, Setúbal, Beja e Évora, Braga e Viana do Castelo
Nome do projeto: "Caixa de Música"
O projeto consiste na realização de intervenções musicais junto de pessoas em fase avançada da doença e seus familiares, bem como de profissionais de saúde. Os músicos circularão na instituição, tocando e interagindo musicalmente, respeitando os espaços físicos e psicológicos, sem interferir com a rotina dos serviços.
O objetivo é utilizar a música para promover o bem-estar psicossocial e espiritual, humanizando os espaços de convivência e de trabalho, melhorando a qualidade de vida das pessoas (doentes, acompanhantes e todos os profissionais que trabalham em cuidados paliativos). Procurar-se-á criar tempos e espaços de criatividade e interação artística em que haja uma comunicação harmoniosa e partilha construtiva de emoções, promovendo a diminuição de sentimentos negativos quanto à institucionalização e diminuição do isolamento social em fim de vida.
Promotor: Associação Portuguesa de Música nos Hospitais e Instituições de Solidariedade
Área geográfica: Póvoa de Varzim
Nome do projeto: "IntegrAçores - Cuidados Paliativos Integrais para Todos"
Este projeto pretende aumentar a literacia em cuidados paliativos da população açoriana, prevendo a implementação de um programa de voluntariado de apoio aos doentes e suas famílias, integrado nas equipas de cuidados paliativos da Ilha de São Miguel, nos contextos domiciliário e hospitalar. Tem ainda como objectivos formar profissionais de saúde de todas ilhas açorianas para melhorar a abordagem paliativa nos seus contextos , bem como integrar uma plataforma de registo que permita melhor cooperação entre profissionais de cuidados paliativos das diferentes ilhas e finalmente visa facilitar o acesso a ajudas técnicas a doentes em cuidados paliativos em situação de dependência e/ou com mobilidade condicionada.
Promotor: Grupo de Amigos dos Cuidados Paliativos do Hospital Divino Espírito Santo de Ponta Delgada
Área geográfica: Dezanove concelhos distribuídos pelas nove Ilhas do Arquipélago dos Açores.
Implementação em Portugal
A Fundação "la Caixa", com sede em Espanha e uma das mais relevantes a nível internacional, iniciou em 2018 a sua implantação em Portugal, consequência da entrada do BPI no Grupo CaixaBank.
O apoio a pessoas com doenças avançadas e seus familiares é uma das linhas estratégicas do seu plano de ação, no qual também se destacam o fomento do emprego junto de grupos vulneráveis, o apoio a projetos de investigação e a divulgação da cultura e da ciência.
A Fundação "la Caixa" mantém o seu compromisso de alcançar um investimento de até 50 milhões de euros anuais nos próximos anos, quando todos os seus programas estiverem implementados e a funcionar em pleno.