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Quando Menos é Mais

Menos Hub simplifica criação de negócios.

Quando Menos é Mais | Banco BPI

Quando Menos é Mais | Banco BPI

Menos Hub simplifica criação de negócios.

"Tens uma ideia de negócio? Oferecemos um programa que te ajuda a lançar a tua ideia para o mercado de forma rápida, simples e a baixo custo, porque acreditamos que qualquer pessoa pode criar as suas oportunidades." João Duarte, fundador do Menos Hub

O BPI esteve no Empreendedorismo Trade Show do Menos Hub onde conversou com o fundador e a responsável de operações, Frederica Cerqueira, sobre este encontro, a metodologia do Menos (como gostam de o chamar) e as motivações de cada um. O Menos foi uma das instituições vencedoras do Prémio BPI/"la Caixa" Solidário 2019.

BPI: Em que consiste o Empreendedorismo Trade Show?

Frederica Cerqueira (FS): O Empreendedorismo Trade Show é o nome que damos ao nosso evento aberto ao público, onde demonstramos os resultados do trabalho do Menos e os negócios que estão a surgir com o apoio do nosso programa. Num formato de feira, cada empreendedor tem a oportunidade de expor o seu trabalho, mostrar os produtos, explicar o processo, conhecer potenciais clientes e parceiros e ter um contacto com o mundo real. O final é assinalado por pequenas talks inspiracionais de outros empreendedores e apoiantes, com dois dos speakers que frequentaram o programa.
Acaba por ser a celebração do programa, dos projetos e dos negócios construídos, segundo a metodologia do Menos nestes últimos três meses.

BPI: Qual a metodologia do Menos?

João Duarte (JD): O nosso objetivo é simplificar todo o processo de criação de negócios - daí o nome Menos. O programa inicia-se com uma parte imersiva, com duração de duas semanas, em que pretendemos que a pessoa, que entra com uma ideia, saia com um produto ou um serviço pronto a entrar no mercado, simples e a baixo custo.

Acreditamos trazer as melhores metodologias do mundo das start-ups, em que tudo é muito rápido, com os objetivos de reduzir o financiamento e de acelerar o processo.

Chegam-nos com uma ideia e começamos por perceber que problema estão a resolver. O que acontece muitas vezes é a pessoa começa a desenvolver uma solução e, quando vai para o mercado tentar encaixar o problema, a empresa morrer porque tem o produto perfeito para problema nenhum. O que fazemos é pôr os futuros empreendedores a explorarem o problema e, depois, a construírem uma solução.

A partir da identificação do problema, constrói-se um produto minimamente viável, uma primeira abordagem ao conceito para testar com clientes reais. Só então trabalhamos toda a parte da estruturação do negócio, do planeamento financeiro, da estratégia de comunicação, ou seja, começamos a dar robustez. Toda a nossa dinâmica está apoiada numa parte prática e na validação do mercado, com potenciais clientes.

O que acontece nos três meses seguintes ao processo imersivo é um acompanhamento individual, ou uma mentoria, a cada um deles. Saliento ainda a forte colaboração e o sentido de comunidade dos nossos formandos. No Menos, acreditamos que qualquer pessoa pode criar as suas oportunidades.

BPI: Podem dar um exemplo de uma ideia concretizada em negócio?

FS: Um dos speakers de hoje, o Bruno, chegou-nos há cinco meses, desempregado há mais de um ano, com uma ideia geral. Disse-nos que gostaria de oferecer experiências locais com cunho social, direcionadas a turistas estrangeiros. Saiu do programa com um nome, Travel Connections, um cliente-tipo - não tanto turistas, mas estrangeiros a viver em Portugal que queriam ter experiências diferentes -, um logotipo, um plano da experiência-piloto que serviu de validação de que a ideia funcionava. Dirigiu-se depois à Junta de Freguesia, aqui da Misericórdia, e agora é parceiro para um conjunto de experiências locais com a tal vertente social. Estes resultados são muito gratificantes para toda a equipa do Hub.

BPI: Quantos empreendedores participaram já do programa do Menos?

JD: Quase cem empreendedores e cerca de 80 projetos.

BPI: O que permitirá o donativo atribuído pelo Prémio BPI/"la Caixa" Solidário 2019?

JD: Este prémio permitirá ao Menos continuar a apoiar outros cem empreendedores no espaço de um ano. E possibilita a candidatura ao Portugal Inovação Social, um fundo público de financiamento a projetos de inovação social, em parceria com investidores sociais, para que alcancem maior escala e impacto. Por cada euro angariado, receberíamos 2,3 euros o que nos permitiria trabalhar com mais de 200 empreendedores, ou seja, mais do que duplicar o número de formandos.

BPI: O que vos move na vida?

FC: Trabalhar com pessoas para que estejam mais capacitadas e façam mais das suas vidas; facilitar qualquer tipo de processo que as faça acreditar que conseguem fazer mais.

JD: Gosto de falar da palavra oportunidade. Sempre me senti privilegiado em relação às oportunidades que tive. O meu objetivo sempre foi proporcionar às pessoas a criação das suas próprias oportunidades.

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