- A partir de hoje, Serralves contará com um espaço permanente dedicado à Floresta, criado a partir da cedência de diferentes módulos da exposição "A Floresta â Muito mais do que madeira".
- A exposição itinerante do BPI e da Fundação "la Caixa" percorreu oito cidades portuguesas durante um ano, somando mais de 148.000 visitantes. Agora, esta iniciativa instala-se definitivamente na Fundação de Serralves, com um novo rosto e uma nova narrativa, a exposição "A Floresta".
- A exposição destaca a Floresta, um dos ecossistemas terrestres com maior biodiversidade no mundo e que conservam o património de milhares de milhões de anos de evolução. A Península Ibérica é umas das regiões com maior biodiversidade da Europa. Nela estão representadas quase todas as paisagens florestais do continente e é o habitat de um grande número de espécies.
- O espaço criado no Serviço Educativo Ambiente do Parque de Serralves oferecerá um percurso pelas principais espécies arbóreas da Península Ibérica, a sua ecologia e ligação com o ser humano, através de uma singular coleção. Apresenta cinco exemplares excecionais de árvores de Portugal que por motivos morfológicos, históricos ou culturais são considerados únicos.
- A inauguração da exposição em Serralves contou com a presença do Ministro do Ambiente e da Ação Climática, o Engº João Pedro Matos Fernandes.
A presidente do conselho de administração da Fundação de Serralves, Ana Pinho, e o presidente honorário do BPI e curador da Fundação "la Caixa", Artur Santos Silva, apresentaram um espaço permanente sobre a Floresta, fruto da cedência a Serralves de diferentes módulos da exposição "A Floresta â Muito mais do que madeira", promovida pelo BPI e pela Fundação "la Caixa".
No espaço de um ano, a exposição já soma mais de 148.000 visitantes, tendo passado por oito cidades portuguesas: Coimbra, Portimão, Viseu, Braga, Castelo Branco, Setúbal, Matosinhos e Faro.
A partir de hoje, será possível visitar diferentes módulos de "A Floresta", que se instalam de forma definitiva em no Serviço Educativo Ambiente do Parque de Serralves.
A exposição centra-se na organização hierárquica dos diferentes níveis de vida, desde a biosfera até ao nível microscópico. Ao mesmo tempo, é feita uma viagem pelos diferentes elementos que compõem e caracterizam os ecossistemas florestais e as suas dinâmicas naturais, desde o modo como o crescimento das árvores afeta o clima às relações que se estabelecem entre seres vivos, passando pelos diferente componentes e processos que ocorrem no solo da Floresta.

Grandes protagonistas
Os protagonistas destes ecossistemas são as árvores e a elas é dedicada parte da exposição. As árvores são seres vivos pluricelulares, vegetais e lenhosos que ocupam o estrato mais elevado da vegetação. É neste âmbito que se explica as partes constituintes de uma árvore, as funções de suporte e de captação das raízes e como se expandem as florestas através das sementes. Também se explicam as diferentes partes que compõem a madeira das árvores e como as alterações climáticas as influenciam.
De facto, através da cronologia das mudanças climáticas mais recentes compreende-se em grande medida a distribuição atual das florestas e das espécies florestais no conjunto do continente europeu e, mais concretamente, na Península Ibérica.
Atualmente, a Península Ibérica tem 21,6 milhões de hectares de floresta, o que corresponde a 36% da sua superfície total, pouco menos de 60 milhões de hectares. É uma das regiões com mais biodiversidade no continente e com maior área florestal, sendo essa riqueza evidente na grande diversidade de espécies de flora e fauna que habitam as suas florestas. Neste sentido, a exposição apresenta algumas espécies mais representativas de toda a Península Ibérica. O público encontrará uma coleção de amostras de diferentes madeiras, folhas e frutos que ajudarão a identificá-los e diferenciá-los uns dos outros, constituindo ferramentas de excelência para a dinamização das atividades do Serviço Educativo no âmbito dos eixos temáticos Biodiversidade, Sustentabilidade e Alterações climáticas .
Mas nem todas as árvores são iguais. Em todas as regiões existem espécies únicas que se destacam do resto e são conhecidas devido a alguma característica relacionada com o seu tamanho, a sua história ou a sua dimensão cultural e tradicional. É o caso dos cinco exemplares excecionais de Portugal representados na presente exposição "A Floresta": a Oliveira do Mouchão, em Abrantes, a Castanheira de Vales, em Vila Pouca de Aguiar, o eucalipto da Mata Nacional de Vale de Canas, em Torres do Mondego, a Azinheira do Porto das Covas, em Loulé, e o Assobiador, em Palmela.
A Fundação "la Caixa", com sede em Espanha e uma das mais relevantes a nível internacional, iniciou em 2018 a sua implantação em Portugal, consequência da entrada do BPI no Grupo CaixaBank.