nota breve 28.07.2022 

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A Fed volta a subir taxas em 75 p.b., mas alerta para a desaceleração da economia
  • A Reserva Federal decidiu por unanimidade, na reunião de ontem, aumentar as taxas de juro oficiais em 75 p.b. para o intervalo de 2,25%-2,50%, em torno de terreno neutro, que não estimula nem contrai a economia, de acordo com as próprias estimativas do banco central. A persistência da elevada inflação e um mercado de trabalho "extremamente tenso" forçaram a Fed a retirar apressadamente os estímulos monetários. Contudo, a economia dos EUA está a abrandar, um padrão que, segundo o presidente Jerome Powell, deverá continuar nos próximos meses para equilibrar a oferta e a procura e restabelecer a estabilidade dos preços.
  • A intenção da Fed é continuar a aumentar as taxas de juro nas próximas reuniões, mas a dimensão dos aumentos será decidida reunião a reunião, dependendo da evolução dos dados económicos. Powell explicou que um aumento de 75 p.b. é invulgar, mas pode ser apropriado na próxima reunião, embora também tenha advertido que pode ser apropriado moderar o ritmo das subidas, dado que a taxa de juro neutra já foi atingida. Também reiterou que isto exigirá "provas convincentes" de que a inflação está a abrandar. Assim, e com a intenção de colocar o intervalo objetivo entre 3,00% e 3,50% no final do ano, é provável que o aumento da taxa na reunião de setembro seja de 50 ou 75 p.b..
  • Os anúncios da Fed foram recebidos de forma positiva pelos mercados financeiros, que viram nas palavras de Powell a possibilidade de o banco central diminuir o ritmo de subida das taxas nos próximos meses e decidir mudar o rumo na segunda metade de 2023, quando os mercados monetários descontam o primeiro ajustamento em baixa das taxas oficiais.