O BCE não irá alterar as taxas, mantendo a depo nos 2,25% (os mercados descontam-na com uma probabilidade superior a 90%) e a aguardar mais informações para decidir se vai aumentar as taxas de juro em setembro.
O conflito no Médio Oriente coloca o BCE numa posição desconfortável: constitui um choque de oferta que gera inflação (com impacto direto através dos preços globais da energia que o BCE dificilmente consegue combater), pesa sobre a atividade e segue uma evolução volátil sujeita à elevada incerteza geopolítica.
A chave para o BCE é avaliar se o colapso da trégua no Médio Oriente faz parte dos altos e baixos de um acordo que já se esperava ser frágil, ou se realmente desloca a economia do cenário. Perante este dilema, na reunião de 23 de julho, tudo aponta para uma "espera cautelosa" por parte do BCE.
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