Esta nota visa analisar o impacto médio de choques nos preços do petróleo nas taxas de juro enfrentadas pelas famílias nos empréstimos ao consumo e habitação, comparando Portugal com a Zona Euro e as suas quatro maiores economias.
Portugal é mais sensível a choques petrolíferos via crédito: aumentos do Brent tendem a elevar rapidamente as taxas de juro, sobretudo no crédito à habitação, com impacto superior ao da Zona Euro e mais imediato.
Um crescimento dependente do consumo privado, juntamente com uma maior proporção de crédito à habitação a taxa variável, rendimentos mais baixos e valorização excessiva nos preços das casas tornam Portugal mais exposto ao canal indireto da política monetária após choques energéticos.
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