Com alta probabilidade, o BCE irá aumentar as taxas em 25 p.b. (depo a 2,25%; isto é sugerido por praticamente todas as declarações recentes do BCE e os mercados estão a descontá-lo com uma probabilidade superior a 95%). Este será o primeiro passo desde que a depo foi reduzida para 2,00% em junho de 2025 e concluiu o ciclo monetário em torno da crise inflacionista da Ucrânia.
O aumento das taxas é uma medida preventiva desencadeada pelo conflito no Médio Oriente. O BCE não pode contrariar o efeito direto que os preços mais elevados da energia têm na inflação, mas quer evitar que o impacto se espalhe para os restantes preços do cabaz do consumidor (efeitos indiretos e de segunda ordem).
No nosso cenário base, com efeitos diretos de inflação relevantes (mas não severos) e uma propagação limitada (esperamos que a inflação na Zona Euro seja ligeiramente superior a 3% em 2026 e que diminua gradualmente em 2027), e com um impacto moderado na atividade económica, o BCE deverá ser capaz de enfrentar a situação com um aperto controlado da política monetária.
BANCO BPI, S.A., com sede na Avenida da Boavista, 1117, 4100-129 Porto; Capital Social: € 1 293 063 324,98; matriculada na CRC Porto sob o número de matrícula PTIRNMJ 501 214 534, como o número de identificação fiscal 501 214 534. Intermediário financeiro registado na CMVM com o n° 300 e no Banco de Portugal sob o código n° 10. Agente de Seguros n.º 419527591, registado junto da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões em 21/01/2019, e autorizado a exercer atividade nos Ramos de Seguro Vida e Não Vida.