O Banco do Japão (BoJ) decidiu aumentar a taxa de juro de referência para 1%, um aumento de 25 p.b. para o seu nível mais alto das últimas três décadas. A decisão foi tomada quase por unanimidade (7-1), numa votação com a ausência devido à hospitalização do governador, Kazuo Ueda. O único voto dissidente veio da conselheira dovish recentemente nomeada pela Primeira-Ministra Sanae Takaichi, conhecida pelas suas divergências com a política de aperto monetário do banco central.
O Banco de Inglaterra (BoE) voltou a manter a taxa de juro nos 3,75%. A decisão foi tomada por uma ampla maioria de 7 votos contra 2, com os dois votos desfavoráveis a sugerirem um aumento de 25 p.b. para 4%.
O Riksbank decidiu manter a taxa de juro em 1,75%, como era amplamente esperado. Apesar das pressões ascendentes dos preços, a inflação mantém-se consistentemente abaixo dos 2% (CPIF de 1,5% em maio) e a atividade económica mantém-se fraca.
O Banco da Suíça (SNB) manteve a taxa de juro de referência em 0%, como esperado. Esta decisão implica a realização de um ano completo com taxas de juro neste nível, enquanto o banco central mantém os seus esforços para travar a contínua valorização do franco suíço, que ameaça a estabilidade dos preços no país (riscos deflacionistas).
O Norges Bank manteve a taxa de juro de referência nos 4,25%, em linha com as expectativas consensuais após o aumento inesperado na reunião de maio. O banco central planeia manter as taxas elevadas para arrefecer a inflação, que se mantém consistentemente acima da meta de 2%.