Saltar para o conteúdo
Content ID: PR_WCS01_UCM01118303

200 cantores amadores interpretam O Messias participativo

A Fundação "la Caixa", o BPI, a Câmara Municipal de Braga e o Theatro Circo de Braga juntaram-se para organizar conjuntamente uma nova edição do concerto participativo O Messias de Händel.

200 cantores amadores interpretam O Messias participativo | Banco BPI

200 cantores amadores interpretam O Messias participativo | Banco BPI

A Fundação "la Caixa", o BPI, a Câmara Municipal de Braga e o Theatro Circo de Braga juntaram-se para organizar conjuntamente uma nova edição do concerto participativo O Messias de Händel.

  • A Fundação "la Caixa" – BPI, a Câmara Municipal de Braga e o Theatro Circo de Braga juntaram-se para organizar conjuntamente uma nova edição do concerto participativo O Messias de Händel.
  • O Messias participativo consolidou-se como um compromisso inevitável, sendo apresentado pela primeira vez em Braga, com o objetivo de estimular a prática social de cantar e reconhecer o trabalho realizado pelas associações corais.
  • Esta interpretação conjunta d’O Messias contará com um total de 200 cantores não profissionais, procedentes de sete coros da região. Com uma grande variedade de idades e profissões, formam um grande mosaico representativo da cidadania com um especial interesse comum pela música coral.
  • Após três meses de intensa preparação, estes cantores amadores vão cantar sob a batuta do renomado diretor Paul McCreesh, algumas das partes corais da oratória de Händel ao lado do Coro Casa da Música e da Orquestra Barroca Casa da Música; e os solistas Anna Dennis, soprano; Caitlin Hulcup, contralto; Thomas Walker, tenor; e David Stout, baixo.


Há 24 anos impulsionados pela Fundação "la Caixa", os concertos participativos oferecem aos fãs da música a oportunidade de participar num importante projeto pedagógico e musical. Fazem-no em conjunto com músicos e artistas profissionais de reconhecido prestígio e com uma das obras mais emblemáticas e significativas do repertório de todos os tempos: O Messias de Händel. No Theatro Circo de Braga, trata-se da primeira edição do concerto.

O formato participativo faz deste concerto uma proposta única e diferente; uma experiência enriquecedora que torna realidade o sonho de cantores com certo conhecimento musical de trabalhar em estreita colaboração com orquestras e diretores profissionais e interpretar um trabalho de referência do repertório sinfônico-coral num grande auditório.

Desta forma, este concerto participativo é muito mais do que um concerto. Remove as barreiras entre o palco e o público e gera um novo espaço para integração, no qual uma ampla gama de cantores amadores partilha essa celebração emocional coletiva da música com músicos profissionais e também com todos os participantes.

A experiência vivida pelos 200 cantores não profissionais já começou com o trabalho individual de cada um dos grupos de corais; assim como com o início dos testes conjuntos no mês passado de novembro. No total, foram mais de 30 horas de ensaios coletivos; um intenso trabalho de preparação liderado pelos maestros ensaidaore Ana Calheiros, Ana Rute Rei, Miguel Leitão e Raquel Couto para atingir os objetivos estabelecidos pelo diretor Paul McCreesh. Sob a direção do prestigiado diretor, atuam no Theatro Circo a Orquestra Barroca Casa da Música e o Coro Casa da Música, juntamente com um proeminente grupo de solistas formado por Anna Dennis, soprano; Caitlin Hulcup, contralto; Thomas Walker, tenor; e David Stout, baixo. 

A estes foram adicionados, nos seus respetivos lugares, cantores não profissionais, de sete grupos corais da região: Arquicoro,  Coral Mille Voci, Coro Agrupamento de Escolas Rio Tinto, Coro Lira, Orfeão de Merelim, Coro do 9º Ano do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian Braga e Coro do Secundário de Conservatório de Música Calouste Gulbenkian Braga.

460x240_messias2019

Mais de 58.000 cantores e meio milhão de espetadores

Em 1995, a Fundação "la Caixa" foi pioneira em Espanha, convertendo a interpretação d’O Messias de Händel numa verdadeira experiência coletiva, um sonho para os fãs de música coral e com certo conhecimento musical, que cantam algumas das partes corais dessa música num grande palco com orquestras, solistas e diretores de prestígio internacional.

Nos últimos anos, a Fundação expandiu o repertório para outras obras sinfônicas-corais emblemáticas, desde Requiem de Mozart a Carmina burana de Carl Orff e da Cantata 147 de Bach. Também lançou outras iniciativas recentes, como El Musical Participativo e ¡Cantemos el Cine! Onde se interpretam algumas das peças mais emblemáticas dos musicais da Broadway e da história do cinema.

Desde 1995, esta atividade coletiva estendeu-se a mais de 40 cidades espanholas que aderiram ao projeto com um enorme sucesso de participação. 58.700 participantes cantaram as partes corais das obras programadas e 508.000 pessoas assistiram aos concertos.

Este ano, a Fundação "la Caixa" organiza 16 concertos participativos em 12 cidades, com a participação de cerca de 3.200 cantores amadores.
 

Paul McCreesh, diretor

Paul McCreesh é um maestro de referência e um dos mais destacados e versáteis da atualidade, tanto pelo seu prestígio internacional no campo da música antiga, com orquestras de instrumentos da época, como pelo seu trabalho com orquestras modernas.

É director artístico do conjunto Gabrieli Consort & Players, que fundou em 1982, com o qual realizou várias digressões mundiais, gravou numerosos discos, muito premiados, criando em 2010 o seu próprio selo discográfico: Winged Lion. Entre 2006 e 2012, foi director artístico do festival de oratórias e cantatas Wratislavia Cantans, na Polónia; e, entre 2013 e 2016, foi director principal e assessor artístico da Orquestra Gulbenkian de Lisboa, trabalhando também com o célebre Coro Gulbenkian.

Como convidado, dirigiu muitas das orquestras e coros mais relevantes do panorama mundial. Paul McCreesh é especialmente reconhecido pela energia e a paixão que imprime à sua música. Também colabora habitualmente com jovens orquestras e coros e, sempre que pode, favorece a criação de novas iniciativas educativas relacionadas com o acesso dos jovens intérpretes à música.
 

Coro Casa da Música

Fundado em 2009, o Coro Casa da Música é constituído por uma formação regular de dezoito coralistas, a qual se alarga em função dos programas apresentados. Apresenta-se regularmente na Casa da Música do Porto e em digressão sob a direção do seu titular, Paul Hillier, tendo sido também dirigido por importantes maestros internacionais. Realiza digressões e apresenta-se frequentemente em destacados festivais europeus, tanto de música antiga como contemporânea.

Com um repertório eclético, que inclui desde música antiga até criações atuais —que estreou em Portugal em diversas ocasiões—, interpretou obras corais-sinfónicas de todas as épocas, conferindo especial atenção à música portuguesa, à qual dedicou vários programas. Também apresentou, juntamente com os grupos instrumentais da Casa da Música, as obras mais significativas da música sacra. O coro celebra este ano o seu décimo aniversário com uma viagem através dos tempos que passa pela polifonia renascentista, os êxitos mais destacados do Barroco e do Romantismo e a música dos nossos dias.


Orquestra Barroca Casa da Música

A Orquestra Barroca Casa da Música formou-se em 2006, no Porto, com a finalidade de interpretar a música deste período numa perspetiva historicamente informada. Para além do trabalho que realiza com o seu maestro titular, Laurence Cummings, a orquestra apresentou-se ainda com outros prestigiosos maestros, solistas e conjuntos. Trabalha regularmente com o cravista alemão Andreas Staier e, em 2019, destacam-se as suas colaborações com o contratenor Iestyn Davies, a soprano Rowan Pierce e a maestrina e violinista Amandine Beyer.

A orquestra apresentou-se em várias cidades portuguesas, participou em destacados festivais europeus de música antiga e fez digressões por Espanha, França, Alemanha, Áustria, Reino Unido e China, recebendo sempre os elogios mais entusiastas da crítica. Além de estrear L’Ippolito, de Francisco António de Almeida, gravou ao vivo obras de outros compositores barrocos portugueses, tais como Carlos Seixas ou Pedro António Avondano, a par de obras de Vivaldi, Bach, Händel, Avison, Muffat e Haydn, sob a batuta de prestigiados maestros do panorama internacional.