
Num contexto de transição climática acelerada, a sustentabilidade deixou de ser apenas uma obrigação regulatória ou ética para se afirmar como um eixo determinante e estrutural da competitividade empresarial. Esta realidade é particularmente relevante para as Pequenas e Médias Empresas (PME), que representam mais de 99% do tecido empresarial português e geram cerca de 70% do emprego no setor privado, e desempenham um papel central na inovação, na dinamização do território e no crescimento económico do país. As PME são, simultaneamente, a maior oportunidade e o maior desafio da transição sustentável em Portugal.
“Para as PME portuguesas, a transição sustentável não é uma opção de futuro. É uma condição do presente.”
O atual quadro regulatório europeu – com destaque para a Corporate Sustainability Reporting Directive (CSRD), os requisitos crescentes de due diligence nas cadeias de valor e a integração progressiva dos critérios ESG nas condições de acesso ao financiamento –, está a redesenhar o contexto em que as empresas operam, independentemente da sua dimensão.
Este enquadramento impacta diretamente nas PME, designadamente através de:
- exigência de informação por parte das grandes empresas suas Clientes ou parceiras;
- condições impostas pelos mercados de exportação;
- requisitos exigidos pelos financiadores.
As empresas que não consigam demonstrar uma trajetória de transição credível enfrentam, progressivamente, um custo de capital mais elevado, exposição acrescida a riscos regulatórios, energéticos e de mercado, e um risco efetivo de exclusão das cadeias de valor.
Adiar este percurso acarreta um risco de perda de competitividade.
“A sustentabilidade não é um destino reservado às grandes empresas. É uma trajetória que todas as empresas podem – e devem – percorrer”.
Reconhece-se, contudo, que as PME enfrentam constrangimentos acrescidos na adoção de práticas sustentáveis.
- A escassez de recursos técnicos.
- A complexidade na interpretação de conceitos e métricas ESG.
- A dificuldade em recolher e organizar informação para efeitos de reporte.
- A carência de padronização de quadros de referência adaptados à sua escala e setor.
Esta assimetria face às grandes organizações não pode ser ignorada, nem pode ser colmatada apenas pelo esforço das próprias empresas.
É neste contexto que a posição privilegiada da banca – pela proximidade, pelo conhecimento profundo das empresas e pela capacidade em mobilizar recursos – se torna determinante.
“Os bancos que financiam a transição não são apenas intermediários financeiros, mas parceiros de transformação, com responsabilidade, ferramentas e capacidade para fazer a diferença.”
Um banco comprometido com a transição sustentável não se limita a disponibilizar financiamento, atua como um parceiro ativo na transformação das empresas com que trabalha.
Esta função de parceria oferece às PME:
- Orientação estratégica: ajudar cada empresa a identificar o seu ponto de partida, a compreender as exigências específicas do seu setor e da sua cadeia de valor e a definir uma trajetória de transição realista, alinhada com os seus objetivos de negócio.
- Capacitação: disponibilizar conhecimento, ferramentas e metodologias que permitam às empresas desenvolver internamente a literacia ESG necessária para responder às crescentes exigências regulatórias e de mercado.
- Acompanhamento contínuo, não circunscrito ao momento da decisão de financiamento.
O compromisso do BPI
É com esta visão que, no BPI, desenvolvemos a nossa relação com as empresas. Através do Plano de Banca Sustentável 2025-2027, assumimos o compromisso de mobilizar financiamento, conhecimento e soluções que apoiem os nossos Clientes na sua transição para modelos de negócio mais resilientes e sustentáveis.
Disponibilizamos ferramentas concretas, como o Portal SIBS ESG, para apoiar as empresas na organização, gestão e reporte da sua informação de sustentabilidade, desenvolvemos soluções de financiamento adaptadas e disponibilizamos especialistas em sustentabilidade que apoiam os nossos Clientes no enquadramento de operações, na estruturação de soluções de financiamento e no acompanhamento de cada empresa no seu percurso de transição.
“Investir na sustentabilidade é investir na resiliência, na relevância e no futuro do próprio negócio. Quem começar cedo terá vantagem. Quem esperar, perderá opções.”
Investir na sustentabilidade não é um custo de contexto, mas um fator de diferenciação e criação de valor; é apostar na própria resiliência, na capacidade de adaptação e no futuro do negócio. Os passos têm de ser concretos, consistentes e ancorados numa visão estratégica clara.
As empresas que anteciparem esta transformação estarão mais bem posicionadas para aceder a novos mercados, fidelizar clientes, atrair talento e captar investimento. As que adiarem enfrentarão, progressivamente, maiores restrições financeiras e competitivas.
Este é o momento de agir, e convidamos as empresas a percorrer este caminho connosco.
Contacte o seu Gestor BPI e descubra as soluções que temos disponíveis para apoiar a transição sustentável do seu negócio.